Por pbagora.com.br

“Se houver racha entre Cássio e Ricardo eu fico com Ricardo”. A declaração foi confirmada nesta quinta-feira (13), em entrevista ao Correio Debate, na 98 FM, pelo vice governador da Paraíba e presidente estadual do PSD da Paraíba, Rômulo Gouveia.

A confirmação do dirigente aconteceu um dia após as declarações da presidente municipal da legenda, vereadora Raíssa Lacerda. No discurso da parlamentar, ela deixa claro que é possível o rompimento do governador Ricardo Coutinho (PSB) com seu maior aliado o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e, se isso acontecer, ela ficará com Cássio.

Rômulo revelou que as declarações de Raíssa lhe pegaram de surpresa, mas ele garantiu que o partido vai continuar com a aliança do PSB com o PSDB em qualquer cenário.

 

O motivo desta fidelidade de Rômulo ao PSB é que o governador garantiu para o PSD a vaga na senatória na chapa para as próximas eleições, assim como o partido reivindicou.

“É uma decisão pessoal, até mesmo pela própria carta de Zé Lacerda (pai de Raíssa e ex-secretário de Articulação Política), que foi pego de surpresa. Como eu fui e o partido foi. É uma posição isolada e equivocada, com todo o respeito a vereadora. Não vejo motivo para esse tipo (de declaração). Sou democrata, respeito, mas não concordo. Não é a posição do PSD. O próprio Manoel Ludgério (vice-presidente do PSD) já afirmava isso ontem”, frisou o vice-governador.

Gouveia explicou que o partido deve se reunir em breve para tomar uma decisão conjunta sobre as declarações de Raíssa e outros posicionamentos sobre as eleições deste ano.

““Desde que decidi apoiar Ricardo tenho sido extremamente correto no Governo e o que eu tenho reivindicado é a presença do PSD e a minha pré-candidatura ao Senador e isso já foi garantido pelo governador. Para você apoiar alguém você tem que ser apoiado, então o PSD está sendo recíproco ao PSB”, avisou.

 

Questionado como ficaria o partido caso houvesse um racha na aliança PSB/PSDB. “O posicionamento do PSD é a reeleição de Ricardo Coutinho e a manutenção da aliança. Obviamente não havendo aliança, o partido vai se posicionar. Não é uma posição de Rômulo, será uma posição do partido. Se você me perguntar se já tenho uma posição, mas não falo por mim próprio, tenho que conversar com o partido, para que seja uma decisão do conjunto”, ressaltou.
 

PB Agora

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