O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, acaba de deixar o PSDB para ingressar no PSD, partido que na Paraíba era comandado pelo ex-deputado federal Rômulo Gouveia, recentemente falecido.

Agora, parece oportuno se perguntar se terá sido apenas uma mudança de sigla, ou também de atitude política: terá Romero quebrado as amarras políticas dos Cunha Lima ou terá se desvencilhado do jugo e dos cordéis manipulados pela família paterna do seu primo Cássio?!

Em suma: haverá um novo Romero no cenário político? Um Romero dono do seu próprio nariz e de suas atitudes políticas, ou apenas mudou por alguma conveniência política qualquer, quem sabe até fazer de vez e assumidamente o PSD um apêndice político do PSDB?! Aliás, estes dois partidos já misturavam tintas faz tempo. Quem não se lembra de Rômulo Gouveia, vice de Ricardo Coutinho e dono absoluto desta sigla, querendo dar uma rasteia no projeto socialista combinado com Cássio Cunha Lima?..

Romero Rodrigues desde há muito, especialmente dos tempos da pré-campanha passada para governador, já poderia ter tomado um corpo maior se impondo como liderança política emergente da Serra da Borborema. Houve um momento em que, parecendo dono de si mesmo, lançou-se numa pré-candidatura à sucessão de Ricardo Coutinho. Tomou assas, cresceu muito, a ponto de analistas políticos haverem comentado que, daquela vez, o prefeito de Campina Grande havia adquirido autonomia de voo e seria protagonista dos fatos no seu terreiro.

Ledo engano. Era tudo jogo de cena. Os Cunha Lima puxaram Romero pra baixo de suas pretensões de um dia ocupar a mesma cadeira que pertenceu ao primo poderoso, Cassio Cunha Lima; fizeram dele um quase nada além de marionete para os eventuais jogos políticos da família. Tiraram Romero do páreo e ainda colocaram a esposa dele, Michelle Rodrigues, para ser vice num um projeto aventureiro capitaneado pelos Cartaxos que, desde então, já eram mais que sabedores de que levariam uma bela surra de João Azevedo, como se confirmou, na disputa pelo governo.

Hoje as coisas são um pouco diferentes. Descortina-se um novo cenário: primeiro, o poder dos Cunha Lima em Campina Grande, que já vinha caindo vertiginosamente, se enfraqueceu ainda mais com aquela humilhante derrota do seu grande líder, Cássio Cunha Lima, que não passou de um quarto lugar na disputa para o Senado da República, enquanto o seu adversário Veneziano Vital do Rego disparou com uma votação acachapante. E, registre-se de passagem, a surpreendente vitória de Daniela Ribeiro, a primeira mulher a se eleger senadora pela Paraíba.

Hoje, Cássio, o grande líder da família, é um sem mandato cheio de dúvidas sobre o seu futuro político; se ainda tem cacife para alguma coisa, ou não. Dos Cunha Lima ainda resta o deputado federal Pedro Cunha Lima, um jovem político que a família, usando setores da imprensa aliada, tentou incutir na cabeça dos paraibanos que, desde já, teria cacife para disputar o Governo do Estado. Detalhe: na mais recente eleição, Pedro perdeu mais de 110 mil votos comparando com a votação que ele obteve no pleito anterior para federal.

Pois bem: quem sabe se em meio a este cenário de arrasador para os Cunha Lima, Romero (hoje prefeito da segunda maior cidade da Paraíba) não seja capaz de endurecer o pescoço e fazer valer o seu potencial de líder emergente na política paraibana?

Mas não precisa querer: tem que ter coragem…

Debandada

Os políticos estão fugindo do PSDB como o diabo foge da Cruz. Afinal, este partido é muito responsável pelos danos irreparáveis causados ao nosso País como protagonistas de um golpe que objetivava levar esta sigla ao poder. Mas quebraram acara porque o cálculo deu errado…

Camelôs

Não dá pra entender: estão pondo os camelôs pra fora da área urbana imprópria. Ora, mas por que deixaram que eles invadissem? Este já era um problema mais que resolvido. Relaxaram na fiscalização e está aí o resultado.

Mas ainda tem penico no Ponto de Cem Reis pra vencer. Eu ví, estive la…

 

Wellington Farias

 


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