Por pbagora.com.br

As coisas não andam muito boas dentro do PSB. Quando parece que alguns impasses estão sendo solucionados e colocadas no eixo, surge mais um capítulo dessa novela sem fim e cheia de trabalhadas, declarações infelizes, traições, mudança de opinião, defesa de interesses próprios, que são as composições para as eleições de 2010.

Os problemas começaram para o presidente estadual da legenda na Paraíba, o prefeito Ricardo Coutinho, quando o deputado estadual, Guilherme Almeida, foi convidado para ocupar a Secretaria de Interiorização no Governo Maranhão, mas foi impedido pela sua legenda de assumir o posto. Isso fez com que o socialista encabeçasse uma verdadeira cruzada para deixar o PSB sem perder o mandato.

Depois veio a revolta dos deputados estaduais e federais que querem a liberdade de deixar o PSB sem perder o mandato. Eles, diferente do que acontece com a maioria dos integrantes de legendas, não querem uma candidatura própria socialista e sim a manutenção da aliança com o PMDB para apoio da reeleição do atual governador José Maranhão.

Na verdade, o que se pode ver é que esses parlamentares socialistas nada têm de socialistas e que são na realidade peemedebistas (com destaque para o deputado federal Manuel Júnior) e estão apavorados com o fim da aliança entre PSB e PMDB e a recusa, por parte de dirigentes partidários socialistas, de deixarem a legenda sem perder o mandato.

  Em falar em Manuel Júnior, ele foi o segundo a se rebelar publicamente e pleiteia a garantia de não perder o seu mandato de deputado federal ao deixar o PSB. Agora o mais recente “rebelde” do bloco socialista é o deputado estadual Leonardo Gadelha. Mesmo com a orientação do partido de não assumir secretaria no atual governo, ele teve a coragem – que diga-se de passagem faltou a Guilherme Almeida – de assumir o posto de secretario de Infraestrutura na gestão estadual.

Além de desrespeitar uma determinação do partido e correr o risco de ser representado e perder até o seu mandato, Leonardo Gadelha gerou um grande problema para o prefeito Ricardo Coutinho. Com a sua saída da Assembleia Legislativa ele abre vaga para a suplente Nadja Palitot. Ela, certamente, utilizará a tribuna da Casa de Epitácio Pessoa para fazer duras críticas ao gestor municipal, pois apesar de integrarem o mesmo partido, hoje são inimigos declarados.

Para fechar a lista de problemas, o presidente do PSB ainda tem que lidar com rixas internas dentro do seu coletivo, que até então parecia ter muita unidade. O vereador Bira, que cresceu e apareceu através de Ricardo Coutinho, procura a imprensa para dizer que não aceita a filiação de Cássio Cunha Lima (PSDB) dentro do PSB e que comandará uma resistência contra ele. Isso, em um momento delicado, onde se negocia uma futura aliança entre Cássio e Ricardo.

Dá para acreditar numa coisa dessa? Um vereador recusando o ingresso de um político que já ocupou vários cargos de destaque (eletivos e não-eletivos) e que foi governador da Paraíba por duas vezes. Mas as declarações têm uma explicação: interesses próprios. Bira anda insatisfeito e briga com o secretário Edvaldo Rosas para saber quem será o candidato a deputado federal na vaga que foi aberta, depois de Coriolano Coutinho (irmão de Ricardo Coutinho) desistir da sua candidatura.

Pois bem, o que se vê é que Ricardo Coutinho tem um grande desafio pela frente que é colocar o partido que comanda na Paraíba na linha. Tem que resolver o problema dos parlamentares “rebeldes”, tentar melhorar a relação com Nadja Palitot (pois ela é bem preparada e tem um mandato nas mãos) e ainda por um fim na disputa interna desencadeada dentro do grupo que veio com ele do PT. Além dos problemas internos que precisam ser solucionados com urgência, Ricardo não pode se afastar das discussões, composições e alianças para as eleições do próximo ano.
 

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