Por Eliabe Castor

Olá, leitor! E quando meu estado mental reside no “olá”, é sinal que tudo está na mais perfeita ordem, não dando espaço para aborrecimentos, e sim à concórdia. Uma congratulação à vida, amizades mil. Uma celebração ao que posso chamar de humildade e paz. Uma reparação quando, sem intenção, cometo um erro.

E digo algo mais: o jornalista está na “escala humana”, embora alguns sofram da síndrome do pavão, exibindo belas plumas e não reconhecendo falhas que, sem dúvida, muitos cometem. E aqui explico nos meus trinta anos de profissão o motivo de tal artigo. O não observar as duas partes de um possível litígio e ser o juiz da causa. E pequei. Errei, para ser mais preciso. Fui algoz!

Um erro primário que cometi ao longo da minha vida profissional. Um erro que jamais cometi; não em tal escala, o que me abalou muito, pois do outro lado desta folha digital está uma vida, uma família. E aqui falo do vereador Marcos Henriques (PT), que passei a admirá-lo nos últimos dias por sua retidão.

E confesso, pois muito mais que uma retratação da minha pessoa para com o parlamentar, observei meu erro no “colher” em determinadas fontes que o petista estava a zombar de um colega de profissão que está, como milhares de brasileiros, lutando pela vida e combatendo de maneira exemplar a Covid-19. Um mal que já levou tantos amigos, parentes, colegas, pessoas próximas a mim à morte.

Impelido em grau de furor, escrevi artigo no dia 20 de março, acusando-o de desdenhar da enfermidade que está acometendo o colega e amigo de longas datas. Efetivamente não busquei o contraditório. Não procurei a pessoa do vereador Marcos Henriques, ou sua assessoria.

E assim sentei na cadeira das sacerdotisas do Oráculo de Delfos e julguei o parlamentar, que muito educadamente entrou em contato com minha pessoa no dia seguinte. O direito de resposta foi dado a ele de forma ampla pelo PB Agora, mas faltava um elemento para findar esse desarranjo criado por minha pessoa. Uma retratação pública.

Pois bem! Nobre é aquele ou aquela que assume um erro, e que fique registrado que não se tratar de desvio de conduta maléfica. Foi uma falha, e grotesca, mas sem a intenção de cometê-la.

Por isso, venho a público informar meu erro. E no diálogo que tivemos, vi que o senhor Marcos Henriques foi injustiçado pela minha pena, cabendo, como já citei, minha retratação e desculpas formais por envolvê-lo em situação, no mínimo, embaraçosa. Fica, aqui, meu registro e alívio de consciência numa estrada tortuosa que eu mesmo pavimentei.

Por Eliabe Castor

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