O líder Efraim Filho (DEM-PB) criticou a decisão da Câmara de rejeitar mudanças no sistema eleitoral e disse que faltou sintonia da Casa com a sociedade. “Com a rejeição às mudanças, os deputados não poderão reclamar se o Poder Judiciário ocupar uma lacuna que nós próprios deixamos”, acrescentou.

Ao longo dos últimos dias, o líder se dedicou às articulações para garantir um modelo político mais transparente e simples, que fosse entendido pelos brasileiros e que ampliasse a representatividade na política. Efraim Filho, muitos deputados e, em especial, a sociedade brasileira foram derrotados na noite desta terça-feira.

“Alguns deputados optaram por permanecer numa zona de conforto de um modelo que está esgotado, exaurido e se mostrou ineficiente em função de uma série de distorções. As regras atuais só afastaram os eleitores de seus representantes”, afirmou o líder Efraim Filho.

Nas últimas semanas, os deputados se debruçaram sobre duas vertentes. A primeira, prevista na PEC 77/03, previa a adoção do sistema distrital misto para as eleições a partir de 2022 e o modelo majoritário/distritão para as eleições de 2018 e 2020.

A PEC 282/16, por sua vez, estabelece cláusula de desempenho para os partidos acessarem recursos do fundo partidário e ao tempo de propaganda eleitoral, além de proibir coligações nas eleições proporcionais. Esta matéria pode ser aprovada, mas, segundo Efraim Filho, as alterações são “tímidas” diante da necessidade de alterar um modelo político que só produziu um ciclo vicioso de escândalos, corrupção e prisões.

Por se tratarem de emendas à Constituição, ambas precisavam do apoio de 308 dos 513 deputados. Para que as mudanças passem a valer para as eleições de 2018, elas têm de ser aprovadas até dia 7 de outubro. O debate, no entanto, não avançou. “Demos a pior resposta que se podia esperar do Parlamento: a omissão”.



Redação

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