Após um ano de debates e negociações entre os partidos, parte das propostas sobre reforma política, como a mudança no sistema eleitoral, acabaram rejeitadas ou ficaram abandonadas. Ao final da discussão, os parlamentares aprovaram apenas uma parcela do que foi discutido, como a criação de um fundo eleitoral com recursos públicos para bancar as campanhas, medidas essas que segundo o cientista político José Henrique Artigas prejudicou os partidos nanicos.

 

De acordo com o cientista político José Henrique Artigas, a alternativa para esses pequenos partidos, sem representação no Congresso e com dificuldade para atingir as regras que lhe serão impostas, é se fundir com outras legendas para sobreviver. Caso contrário, conforme prevê, o resultado será a extinção em massa de pelo menos 20 dos 35 registrados atualmente na Justiça Eleitoral.

 

Segundo Artigas, não se trata de uma simples cláusula de barreira, mas que vai passar a exige o desempenho mínimo para a legenda sobreviver e eleger seus representantes. “A cláusula de desempenho dificulta a sobrevivência dos pequenos, que para atingir os critérios estabelecidos pela nova regra, terão que se juntar a outros, em forma de fusão ou incorporação. A tendência é a redução de mais da metade dos partidos. Deve enxugar muito o quadro, porque os pequenos não terão a menor condição de eleger seus candidatos”, comentou o cientista político.

 

De acordo Artigas, um aspecto negativo da reforma política sancionada pelo presidente Michel Temer é que ela vai impossibilitar a expressão dos pequenos partidos e o surgimento de novas lideranças partidárias. “Essa reforma vai diminuir muito a capacidade de renovação legislativa, pelo menos para o próximo pleito, e de sobrevivência dos pequenos e partidos ideológicos como o PCB, PCO, Psol, PC do B e PPS”, declarou Artigas.

 

 

 

Redação

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