Por pbagora.com.br

O governador Ricardo Coutinho (PSB) deixa amanhã o Governo do Estado da Paraíba após oito anos de mandato com uma aprovação, segundo pesquisa do Centro Integrado de Pesquisa e Comunicação (Cipec), de 84%. O feito contradiz a praxe, já que o desgaste do segundo mandato tende a ser maior, ao mesmo tempo em que o ritmo do governo tende a diminuir. No caso de Ricardo, aconteceu o contrário. O ritmo foi ainda mais intenso no segundo mandato, o que reduziu o desgaste e elevou a aprovação. Foco e determinação para se saber o que queria e buscar construir as condições para tornar realidade o que era planejado, foi a receita usada por Ricardo para alcançar tal feito.

 

Em entrevista a imprensa RC disse: "saio de cabeça erguida, espinha ereta e o coração muito tranquilo" Para o governador Ricardo Coutinho, foi fundamental para se chegar ao final do governo com uma aprovação recorde, coragem para tomar e manter decisões que geraram choques e rupturas com o "status quo", mas que eram essenciais para a concretização das mudanças que levariam ao sucesso do governo.

 

"Valeu muito a percepção que se agente achava que sabíamos para onde deveria ir, a gente deveria continuar com determinação e coragem. Por isso que a Paraíba melhorou muito", destacou Ricardo.

 

O posicionamento do governante e do próprio Estado diante a temas polêmicos e importantes, aliado ao cabedal de investimentos promovidos pela gestão em todas cidades e em todas as áreas, completam a receita que resulta na boa aprovação do governo. "Isso, acho que justifica, esse apoio tão incomum, tão fora da curva que o governo tem no último ano de gestão, particularmente no último mês", justifica.

 

Ainda segundo a mesma pesquisa, a aprovação do governo na cidade de João Pessoa é ainda maior, chegando a 90%. Mais uma vez, Ricardo atribui essa boa avaliação a uma conjunção de fatores e reconhece que existe um "bom caso de amor" entre ele e a capital de todos os paraibanos.

 

"O nosso governo na Prefeitura fez muito. Foram apenas cinco anos e com a quinta parte do orçamento de hoje, mas indiscutivelmente, a cidade era outra. Funcionava num outro nível, os cuidados eram muito maiores, o olhar sobre a extensão da cidade, os bairros eram reconhecidos, as comunidades mais carentes ainda mais. A cidade tinha um outro ritmo, além do que todas as inovações das políticas públicas foram implantadas em João Pessoa e deram um excelente resultado", explicou.

 

Aliado a isso, ainda segundo o governador, está a presença do Governo do Estado em João Pessoa, em áreas de mobilidade urbana (Perimetral Sul, Trevo das Mangabeiras, Viaduto do Geisel, duplicação da Avenida Cruz das Armas), e na saúde com a duplicação da capacidade de atendimento do Hospital de Trauma e a inauguração do Hospital Metropolitano. "Se tirar a presença do Estado, a cidade estaria num caos", afirmou o governador.

 

Biografia – Ricardo Vieira Coutinho iniciou sua militância política na Universidade Federal da Paraíba no início dos anos 80, período de efervescência política e de fortalecimento da política sindical, que foi a base do surgimento do líder que viria se tornar governador da Paraíba. Para ele, vivenciar a universidade pública, num momento de castração de liberdade, embora mais amena, de ressurgimento de formas associativas (Centros Acadêmicos, Diretório Central do Estudante) foi uma boa porta de entrada para a política, que foi consolidada no movimento sindical.

 

“O movimento sindical, de certa forma, meu deu a disciplina da militância. A disciplina de buscar fazer determinadas coisas e cumpri-las integralmente. Representar o direito e os sonhos da maioria do nosso povo, que são os trabalhadores, é algo essencial”, classifica.

 

Ricardo destaca a importância do movimento estudantil e sindical no final da ditadura, lembrando que os grandes nomes da política nacional do centro-esquerda, nas duas décadas seguintes ao fim do regime militar, surgiram nessa época.

 

 

Redação

 


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