Após iniciar a 19ª Legislatura na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) com 22 parlamentares na base governista, a bancada eleita pelo projeto encabeçado pelo PSB 'fundou' um novo grupo, que começou como G8, mas que agora já se intitula como G10. Em passagem por Cajazeiras, o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) comentou a divisão na Casa e destacou que é preciso que o Poder Executivo governe junto com quem está ao lado do governo.

O socialista fez questão de ressaltar que o apoio na Casa de Epitácio Pessoa é extremamente importante para a gestão estadual, no entanto, é preciso que o Poder Executivo possa identificar e governar ao lado daqueles que abraçam o projeto apresentado para comandar o estado. "O governo tem que governar com quem é governo. É simples, e isso não é nada contra ninguém, pelo contrário, tenho amigos, mas estou falando aqui de política", pontuou RC.

Em relação ao G10, Ricardo disse acreditar que a maior parte seguirá apoiando o governo, porém , segundo o ex-gestor, é o governo que tem que dizer o que quer e como quer. "A maior parte do G10 haverá de se aliar com o governo incondicionalmente. Tem um ou dois ali que estão mantendo aquela estrutura. A maior parte se alia porque foi eleito pelo governo. Foi eleito no nosso bloco", destacou.

Ricardo acrescentou ainda que o desenvolvimento e os avanços conquistados ao longo dos últimos oito anos na Paraíba foram os principais fatores que contaram a favor da eleição de 22 deputados governistas. O discursos adotado pela gestão e as obras realizadas em cada cidade da Paraíba, para RC, foram primordiais para levar à Casa de Epitácio Pessoa uma ala governista como maioria no parlamento. "O povo apostou não apenas no governador, mas também nos deputados. Três terços, praticamente, foram da nossa bancada, então essa bancada tem que ter relação com o governo e quando ela se subdivide, essa coisa vai terminar numa situação ruim", resumiu.

Retrospectiva

Ricardo fez uma retrospectiva de seus oito anos no Palácio da Redenção e lembrou seu primeiro mandato, quando assumiu em 2011 o comando do estado e tinha a oposição como maioria da Assembleia. Segundo o ex-governador, foram quatro anos profundamente tumultuado, porém que ele resolveu enfrentar. "Eu vou até o fim desse jeito porque eu tenho que ir. Eu não posso simplesmente ter uma postura que vá inviabilizar a Paraíba. Eu vou apostar no povo", declarou.

Já em seu segundo mandato, Ricardo ressaltou a mudança qualitativa que houve no parlamento estadual. Para o ex-governador, de 2015 a 2018, a Assembleia passou a contribuir e ser responsável pelos avanços obtidos no estado. "Nunca colocamos 'faca em pescoço' nem de um e nem de outro. Nós sabíamos das nossas responsabilidades, tinham pontos que não concordava-mos, mas eu percebia os limites e que não podia ir além", observou Ricardo.

 

PB Agora

 


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