Por pbagora.com.br

O senador Cícero Lucena tem uma carta na manga. Somente isso pode explicar a certeza cega que ele exala ao falar na garantia do apoio do ex-governador Cássio ao seu projeto de disputar o governo do Estado. Circulando nos bastidores ciceristas, percebe-se algo mais do que crença na manutenção da aliança. É como se fosse um teorema: Cássio vai ficar com Cícero, assim como a soma dos quadrados catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.

Teoricamente, de fato, não se poderia pensar em outra hipótese. Cássio é amigo de sangue de Cícero, filiado ao mesmo partido do senador e líder de um grupo que, majoritariamente, está no ninho tucano. Mas eleição é feita de outros ingredientes. O principal deles é voto e, na visão fria dos números, é o prefeito Ricardo Coutinho que se apresenta, ao menos agora, com mais chances de competitividade diante do sempre competitivo exército do PMDB do governador Maranhão.
 

E isso é suficiente para fazer com que Cássio chegue a pensar em deixar levar-se pelas circunstâncias, procurando mostrar ao amigo Cícero que é tempo de ceder. Coisa que já confidenciou a próximos. Mas há algo na manga do senador, e vai além, como já disse, da simples torcida, de que Cássio estará no mesmo barco de Cícero em 2010.

Aliás, sentimento esse que já pode ser sentido dentro da própria base que se aproxima de Ricardo. Não por menos o prefeito da Capital disse recentemente que vai se lançar na campanha com “o tamanho que tem, independentemente das personalidades” que se juntarem ao seu projeto.

Tamanho esse que não é pequeno. Mas que tomaria proporções estaduais com uma mãozinha de um ex-governador bem avaliado por parte da população paraibana. Do lado de Ricardo, não são a amizade nem a filiação partidária os melhores trunfos para garantia de suposta aliança com Cássio.
Mas sim a voz das ruas. É nela que o prefeito da Capital investe. Por isso, se torna cada vez mais anti-maranhista. Por isso que, a partir de agora, necessita dar gestos cada vez mais claros de simpatia direta a Cássio Cunha Lima.

Porque esses gestos começam a ser cobrados pela base cassista. Coisa natural de quem tem Cássio com um semi-deus. Querem saber se Ricardo, famoso pela afetividade discreta, é capaz de “adorá-lo”.

Por enquanto, Cícero joga como se tivesse Cássio na mão. Ricardo, como se o tivesse pela espontaneidade das ruas. Os dois têm bons trunfos. Mas, como descartam a tese de aliança, só um se mostrará eficiente.
 

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