Por pbagora.com.br

 O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) ajuizou ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que fixam regras para a aplicação do teto remuneratório para a magistratura e para servidores do Judiciário.

Dispositivos de duas resoluções, editadas em 2006, determinam que não entram no limite do salário as verbas de caráter permanente (como abonos, prêmios, ajuda de custo e gratificações por exercício de mandato) e os benefícios recebidos de planos de previdência instituídos por entidades fechadas

 

O partido argumenta que não cabe ao CNJ, no limite de sua competência constitucional, substituir o Poder Legislativo na edição de atos normativos que se aplicam a toda Administração Pública. “Os dispositivos ora impugnados vêm sendo interpretados de maneira expansiva (e inconstitucional) de modo a possibilitar percebimento de vencimentos acima do teto constitucional em searas distintas do Poder Judiciário”, afirma a sigla.

 

O PSOL pede que seja declarada a nulidade parcial, sem redução de texto, do artigo 8º, inciso II, alínea b, da Resolução 13 do CNJ — que fixa o benefício para magistrados — e o artigo 4º, inciso II, alínea b, da Resolução 14, que estende as mesmas exceções para os servidores do Poder Judiciário e para a magistratura dos estados que não adotam o subsídio. A ação está sob a relatoria do decano da corte, o ministro Celso de Mello.

 

Pontos suspensos

 

Desde 2007, as duas resoluções já têm dispositivos suspensos por liminar do Supremo (ADI 3.854, proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros). O Plenário manteve sem validade a regra que limitava a remuneração de magistrados e servidores dos tribunais de Justiça a 90,25% do teto remuneratório constitucional.

 

Salário de R$ 180 mil

 

O teto salarial do serviço público no país é de R$ 33.763,00, mas pelo menos 5 mil servidores (magistrados e procuradores, principalmente) ganham acima do limite fixado constitucionalmente, que vem a ser o salário de ministro do STF.

 

Segundo levantamento recente da revista Veja, o marajanato brasileiro dá um prejuízo mensal de R$ 33 milhões aos cofres públicos. A maioria dos fura-teto é contemplada com penduricalhos no contracheque que vão desde auxílio-moradia ao gratificações por trabalhar distante de capital e ajuda de custo para “estudos”.

 

O salário mais alto pago a um magistrado em setembro deste ano foi ao juiz federal Carlos D’Ávila Teixeira, que recebeu mais de R$ 198,8 mil naquele mês. Em seguida, vez o procurador da República Daniel César Azeredo Avelino, com seus R$ 96,9 mil.

 

 

(Do Conjur com informações da Assessoria de Imprensa do STF)

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