Em período de testes à frente da secretaria de Cultura, a atriz Regina Duarte foi orientada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a não dar nenhum dinheiro para projetos com pautas de esquerda, principalmente os de temática LGBT.
A orientação vai de encontro com o histórico da pasta após a eleição do militar, quando passou a censurar determinados temas, suspendendo, inclusive, um edital de fomento à séries sobre diversidade de gênero e sexualidade. O episódio levou à demissão do primeiro chefe da área no governo, Henrique Pires, que criticou a suspensão.

Pires, Roberto Alvim, defendia o processo de escolha temática da secretária. Em uma live um dia antes de ser demitido após publicar um vídeo com referências nazistas, Alvim e Bolsonaro defenderam a postura do governo em relação ao setor. De acordo com Bolsonaro, o governo “nunca censurou nada”, mas criou uma “curadoria”. “Pode fazer, mas não com dinheiro público”, defendeu Bolsonaro.

Baile funk e evento familiar

Apesar de não estar efetivamente no posto de secretária, Regina já elabora projetos para a pasta. Um deles foi apresentado ao presidente Bolsonaro no encontro dos dois no Rio de Janeiro. A ideia da atriz é criar um evento para a família ao lado de todo baile funk do país. Como fazer isso, no entanto, não foi abordado na reunião.

 

Redação com CB

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