Por pbagora.com.br

O governo Maranhão III é atípico. Não apenas pela natureza de que como o atual governador assumiu o cargo. Mas, especialmente, pelo fato de ter assumido com “atraso” de mais de dois anos.

E reduzido ainda mais pela proximidade do ano eleitoral, o que faz com que, na prática, o governador Maranhão III, do ponto de vista de confiabilidade da população, se estenda de fevereiro de 2009 a julho de 2010. Sendo assim, o governador não pode se dar ao luxo de manter uma equipe administrativa aquém das promessas do próprio governo.

Maranhão faz certo em mudar. Aliás, é uma medida mais do que administrativa. É um ato de sobrevivência. É notório que alguns auxiliares do governo não estão correspondendo. E outros, que poderiam corresponder, estão desestimulados.

É o caso visível do atual secretário de Administração Penitenciária, advogado Roosevelt Vita. Considerado o “primeiro-ministro” do grupo maranhista, Vita está apenas cumprindo tabela no governo, pois o desestímulo é um golpe frontal na competência e na qualificação. Maranhão quer evitá-lo na Casa Civil, em razão do jeito, digamos assim, “truculento” de Vita.

Mas, certamente, poderia aproveitá-lo muito melhor se quisesse ir mesmo até o fim com o intuito de nomear Marcelo Weick, atual procurador geral, para Chefia da Casa Civil. Qualificado ao extremo, bom de trânsito e fácil de relação, Weick poderia conferir à Casa Civil uma visibilidade maior do que ela vinha tendo com José Ricardo Porto.

O problema dos remanejamentos administrativos é cobrir a cabeça e descobrir os pés. A Secretaria de Segurança Pública, por exemplo, como já dissemos, precisa ser alterada. Como secretário, o delegado Gustavo Gominho dá um bom servidor da Polícia Federal.

Gominho trouxe para o governo Maranhão a presunção quer permeia toda PF, que na maioria das vezes não se sente no direito de dar resposta à população, a não ser quando, por conta própria, faz pirotecnia de suas ações. E peca exageradamente quando traz pânico à população ao dizer que a “coisa ta ruim e vai piorar”.

Secretarias como Esportes e Administração também perderam o ritmo. Aliás, parecem estar dando passos pra trás.

Assim como parte do governo Maranhão.

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