BRASÍLIA – Enquanto o presidente Michel Temer evita movimentos bruscos que possam irritar os aliados de que precisa para derrubar a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) na Câmara, caciques do PMDB se lançaram em uma batalha com o DEM, partido do presidente da Casa, Rodrigo Maia (RJ), pela filiação de meia dúzia de deputados dissidentes do PSB.

Por telefone e WhatsApp, Temer tenta acalmar Maia, que tem disparado na direção do Planalto e do Senado, onde estão o líder do Governo, Romero Jucá (PMDB-RR) e os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-geral da Presidência.

Perguntados pelo GLOBO sobre possíveis impactos na votação da denúncia contra Temer, personagens dessa briga são evasivos: "por enquanto" ou "a princípio", não. Rodrigo Maia, por seu lado, diz que a disputa não afetará a votação da denúncia.

— Nenhuma consequência. Não vamos misturar os temas — diz Rodrigo Maia.

Já o ex-líder do Democratas Pauderney Avelino (AM) não tem tanta certeza.

— A princípio, acredito que não, mas eles terão que parar de maltratar os aliados — diz Pauderney, defendendo que Temer "bote juízo" na cabeça dos companheiros Jucá, Padilha e Moreira.

Comandante da tropa de choque de Temer no Congresso, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) aconselha os companheiros a recolher as armas na batalha.

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— Eu penso que está se travando uma batalha desnecessária. O que vai determinar a ida desses parlamentares para partido A ou B é a questão local, em função do partido que estiver mais bem colocado para a eleição do ano que vem — aconselha Marun.

Responsável por ajudar a colocar panos quentes na disputa, o ministro da Secretaria de governo, Antônio Imbassahy (PSDB-BA), torce:

— Não tem guerra. Não vai influenciar no resultado final .

 

Globo.com

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