Bate boca, acusações a gestão, e troca de farpas marcaram essa semana na Câmara Municipal de Campina Grande. Nas três sessões ordinárias realizadas essa semana, os vereadores produziram pouco no que diz respeito a apreciação de proposituras, mas em compensação, gastaram parte do tempo para trocar acusações.

Governistas e oposicionistas transformaram o plenário da Casa de Félix Araújo, em uma espécie de “gabo de guerra”, onde os dois lados procuravam medir forças. Um das “ discussões” foi protagonizada pela vereadora líder do governo, Ivonete Ludgero (PSB) e o vereador Olímpio Oliveira (PMDB). Inicialmente, o peemedebista usou a tribuna para denunciar acerca do contrato orçado em 1 milhão de reais para a recarga de cartuchos para impressoras da PMCG.

Cumprindo o papel de líder do governo, Ivonete rebateu as denúncias proferidas Olímpio e tentou transferir a culpa para a gestão passada. Centrando fogo na gestão tucana, os vereadores da oposição também fizeram críticas a forma como o recadastramento do IPTU este ano na cidade.

Rebatendo as insinuações, o ex-diretor de Finanças da PMCG, e atual vereador da base governista Hércules Lafite, afirmou que o recadastramento do IPTU foi feito a partir do geoprocessamento possibilitou que a arrecadação do imposto aumentasse de R$ 12 milhões em 2010 para R$ 20 milhões em 2012. Ainda segundo Lafite, o valor do financiamento foi de US$ 7 milhões, e não US$ 12 milhões como afirma a atual gestão.

Já o vereador oposicionista e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema, Napoleão Maracajá ((PCdoB), aproveitou as sessões para avaliar a atual gestão. Segundo Maracajá após quase um ano de governo do prefeito Romero Rodrigues, nenhuma melhoria significativa foi atestada para os trabalhadores, o que continua frustrando a classe.

“Estamos chegando ao fim do ano e nada das promessas do governo Romero Rodrigues. Os servidores da Saúde continuam sem PCCR, apesar das juras do então candidato, que hoje é prefeito. Não houve o cumprimento do pagamento da GIT, PMAQ, e sem a revogação na lei da gestão pactuada, ainda que o prefeito tenha prometido numa entrevista para toda Campina ouvir que mandaria um projeto de lei para a Câmara revogando. Temos decepções, inchaço da máquina com servidores prestadores e comissionados. O que nos resta é a luta, a força dos servidores”, disse.

Napoleão Maracajá revelou que após quase um ano de governo do prefeito Romero Rodrigues, nenhuma melhoria significativa foi atestada para os trabalhadores, o que continua frustrando a classe.

A reforma política ora em pauta no Congresso Nacional também movimentou as discussões na Casa de Félix Araújo. O vereador Pimentel Filho foi a tribuna defender o projeto. “Somos nós que ouvimos o grito do povo", exclamou”. Já o vereador Marinaldo Cardoso (PSDB), se posicionou contra o voto distrital. “O voto distrital é maléfico e prejudica a democracia", pontuo o vereador.

Por sua vez, Olímpio Oliveira enalteceu os verdadeiros políticos que trabalham em defesa dos interesses da população. Sou político e tenho orgulho do que faço", ressaltou o vereador Olimpio Oliveira sobre os avanços da reforma.

PBAgora

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