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Plebiscito “nasceu morto”, diz Aécio

O senador tucano Aécio Neves (MG), potencial candidato do PSDB à Presidência da República em 2014, disse nesta quinta-feira (4) que o plebiscito sobre a reforma política sugerido pela presidente Dilma Rousseff "nasceu morto". Hoje, o governo reconheceu que não será possível realizar a consulta popular a tempo de que as mudanças valham para as eleições de 2014.

"[O plebiscito] nasceu morto e o governo sabia disso. O governo, quando criou a constituinte exclusiva, que durou 24 horas, sabia que ela era inviável. Quando apresentou uma proposta de plebiscito sobre temas tão complexos em um prazo tão curto, sabia que era inviável", disse Aécio no Senado.

"Era uma forma de desviar a atenção da população das questões centrais. Infelizmente, estamos vendo passar o tempo e as questões centrais, da mobilidade urbana, da saúde de qualidade", afirmou.

O vice-presidente Michel Temer, que fez o anúncio sobre o recuo da ideia de plebiscito hoje, ao lado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que uma alternativa é que a consulta popular seja feita em 2014, no segundo turno das eleições. Nesse caso, as medidas aprovadas só teriam efeito nas eleições municipais de 2016.

Os partidos de oposição avaliaram a sugestão de plebiscito em 2014 como uma demonstração de que Palácio do Planalto está "perdido". Os oposicionistas continuam defendendo o referendo em lugar de plebiscito e acreditam que a consulta popular acompanhada das eleições nacionais, no próximo ano, vai confundir o eleitor.

"Preparar questões para a população responder em 2014 elegendo novos congressistas é uma situação confusa. O mais adequado seria o Congresso Nacional realizar a reforma política e submetê-la ao referendo em 2014 ou anunciar que só se fará a reforma depois das eleições, com um novo Congresso", disse o vice-líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR).

O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), tem opinião parecida. Para o deputado, o Congresso tem que avançar nos temas da reforma política que podem ser consensuais e prever a aplicação para oito anos, para então promover um referendo. "Essa é a maneira correta de fazer. Empurrar um plebiscito para o ano que vem é mais um factoide. Em 2014, todos vão estar ocupados com a campanha eleitoral", analisou.

PB Agora com UOL

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