Por pbagora.com.br

 Ao pé da letra, o Plano de Mobilidade Urbana, que vem sendo esboçado no âmbito municipal, desativaria desativar 8 praças de Táxis de Campina Grande, A Medida, em fase de análise pela Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), poderia deixar cerca de 160 taxistas sem um ponto fixo de trabalho, conhecido como praça de táxi.
A desativação dos locais que está sendo estudada STTP já vem causando insatisfação aos trabalhadores que, de acordo com o sindicato da classe, podem ter seu rendimento prejudicado. Segundo o presidente do Sindicato dos taxistas de Campina Grande, José Domingos, oito praças de táxi, das 33 existentes na cidade, estão no alvo da STTP.

O presidente relatou que em cada praça de táxi trabalham cerca de vinte profissionais, e que alguns deles estão estabelecidos no mesmo local há vários anos, de modo que seriam diretamente prejudicados pela desativação.

Ainda segundo Domingos, a medida está prevista para os seguintes locais: rua João Pessoa (praça 3); rua Marquês do Herval, em frente ao colégio das Damas (praça 16); Praça Clementino Procópio (praça 13); rua Sete de Setembro, em frente ao Banco do Brasil (praça 6), Rodoviária velha (praça 29); rua Venâncio Neiva (praça 8) e calçadão da Cardoso Vieira (praça 5), além da primeira praça de táxi da cidade, que fica na rua Marquês do Herval, em frente ao Colégio CAD.

O presidente do sindicato afirmou que a medida não leva em consideração a necessidade dos trabalhadores, que precisam estacionar os veículos em determinados pontos

Resposa da PMCG – Na manhã desta terça-feira (07), o prefeito Romero Rodrigues, tentou acabar com a polêmica. Ele assegurou, durante encontro com alguns taxistas, que praças de táxis e de mototáxis da cidade permanecerim onde estão, não havendo possibilidade de mudança do sistema de praças ou pontos fixos pelo chamado sistema rotativo.
Contudo, conforme relatou o prefeito, as duas categorias podem ficar tranqüilas, não havendo possibilidade de mudanças prejudiciais aos profissionais que se dedicam a prestação deste tipo de serviço à coletividade campinense, alguns, inclusive, no caso de taxistas, com pontos ou praças fixas no centro da cidade há muita décadas.

“Faremos uma flexibilização ou mesmo a retirada do artigo do plano de mobilidade que previa a questão da rotatividade para, assim, atender ao clamor e as demandas de ambas categorias. Assim, tudo se mantém, conforme a vontade dos profissionais com os quais nos reunimos hoje. Para tanto, já estivemos, inclusive, em contato com o Poder Legislativo visando o atendimento das presentes reivindicações”, disse.

As cogitações acerca de possíveis mudanças surgiram a partir das discussões em torno do Plano de Mobilidade Urbana, que vem sendo esboçado no âmbito municipal, atendendo-se a uma exigência de caráter nacional, pois a cidade que não dispor deste novo instrumento legal ficará impossibilitada de receber recursos federais destinados à implantação de projetos e ações de mobilidade urbana.

O prefeito espera que o novo plano seja definitivamente aprovado pela Câmara Municipal até o dia 12 de abril. Em seguida, ele estará em Brasília para a entrega do documento junto ao Ministério das Cidades.

PBAgora

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