Por pbagora.com.br

O PDT da Paraíba mudou de rumo. Da base de sustentação política do ex-governador Cássio Cunha Lima, o partido está bem próximo de fechar o apoio ao atual governador, José Maranhão (PMDB). O presidente estadual do partido, deputado federal Damião Feliciano, vem conversando com Maranhão sobre uma aliança nas eleições de 2010, possibilidade que ficou ainda mais forte com o aval do presidente nacional e ministro do Trabalho, Carlos Luppi.

Essa mudança na orientação partidária prejudica dois deputados estaduais de uma só vez: Jacó Maciel e Manoel Ludgério, que foi líder do governo Cássio. Assim que assumiu o comando estadual do PDT, Damião fez questão de assumir o controle absoluto do partido em todos os municípios onde atua politicamente. Damião se filiou à legenda no dia 19 de junho de 2007.

No dia 12 de julho, várias lideranças do PDT se reuniram em João Pessoa com a direção estadual e cobraram um posicionamento diante da “intervenção” em curso desde a filiação de Damião.

O deputado estadual Manoel Ludgério comandava o PDT de Campina Grande. A Comissão Provisória daquele município foi destituída, segundo informou o Diretório Nacional do partido ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. O segundo deputado mais votado em 2006, Manoel Ludgério perdeu a presidência da Comissão Provisória de Campina Grande para o vereador Renato Feliciano, filho de Damião.

Com a chegada de Damião Feliciano na presidência do PDT paraibano, o ex-deputado Gilvan Freire foi o primeiro a se desfiliar. No sábado passado (19.09), ele ingressou no PMDB pelas mãos do governador José Maranhão e da deputada estadual Francisca Motta, numa solenidade na cidade de Patos.

A reaproximação de Damião Feliciano com o esquema do governador José Maranhão começou com o cancelamento de uma visita que Carlos Luppi faria naquela data ao prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB). O ministro do Trabalho participaria da aula inaugural ‘Juventude Cidadã’, fruto de convênio entre a Prefeitura da Capital e o Governo Federal, assinado em 2007. O Palácio da Redenção vetou, junto ao Palácio do Planalto, o encontro entre Luppi e Ricardo.

Carlos Luppi esteve em João Pessoa naquele dia e concedeu entrevista coletiva na Câmara de Vereadores, quando admitiu pela primeira vez conversar com o governador José Maranhão sobre uma aliança para eleições em 2010. Na noite daquela sexta-feira, o ministro foi à Campina Grande, participou do Maior São João do Mundo e se reuniu com Maranhão na residência do deputado federal Damião Feliciano.

Em Campina, Maranhão estava acompanhado ao lado do prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), do vice-governador Luciano Cartaxo (PT), do deputado federal Wilson Santiago (PMDB) e dos deputados estaduais Olenka Maranhão, Gervásio Maia Filho, Trócolli Júnior (PMDB), Rodrigo Soares (PT) e Guilherme Almeida (PSB). Também compôs a comitiva o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN).

Essa mudança de orientação partidária deixou os deputados estaduais Manoel Ludgério e Jacó Maciel surpresos. Eles continuam na bancada de oposição ao governador José Maranhão. O PDT paraibano, agora, está prestes a compor a base governista.

O presidente estadual do PDT paraibano, Damião Feliciano, teve uma conversa, no último dia 16, com o ex-governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), em Brasília. Damião havia prometido ‘carta branca’ aos dois deputados estaduais. Após esse entendimento com Maranhão, mudou o discurso.
Damião ameaçou tanto Ludgério quanto Jacó de expulsão do PDT e de ainda sofrerem ações judiciais por infidelidade partidária, que cassariam seus mandatos.
 

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