Por pbagora.com.br

A bancada das oposições na Assembleia Legislativa da Paraíba trocou o trombone pelo trompete, quer mudar de tom, afinar a orquestra e se fazer ouvir o mais longe possível. Na sua nova investida, os 11 parlamentares de vários partidos, que compõem este bloco, já definiram o estilo que vão adotar: o frevo de abafo. Os partidos são: PSDB, PP, MDB, PTB, PSL, e Patriotas.

Para entender: o frevo de abafo é famoso nas ladeiras de Olinda e tem como característica principal fazer com que a orquestra que está tocando se sobreponha a todas as outras que se aproximam com o mesmo intuito.

Na manhã da quarta-feira (19), as oposições reuniram a imprensa no auditório do Hotel Cabo Branco Atlântico para lançar o “Movimento a Paraíba não Cala”, cujo objetivo primordial é prospectar e trazer à tona informações capazes de mostrar que a Paraíba-Suíça vendida na propaganda oficial do Governo do Estado não é bem assim…

Pelo que se percebeu, as oposições também querem – inclusive com a ajuda da sociedade – expor os podres de Governo e do famoso projeto político-administrativo que tem a chancela do PSB. Na ocasião, também foi lançado o site – www.aparaibanaocala.com.br -, “uma plataforma que vai mostrar a  Paraíba real, sem truques e maquiagem; e vai ecoar o grito dos paraibanos contra a injustiça, o descaso e a corrupção”.

O site já está no ar e suas manchetes traduzem bem o novo tom da orquestra oposicionista: “Saiba como foram superfaturados os contratos de limpeza do Trauma e AHTO”; “Isso o Governo não mostra”; “TCE tem imputado débitos aos gestores, mas até agora a Paraíba não adotou medidas judiciais para reaver das Organizações Sociais (Oss) o dinheiro desviado da saúde dos paraibanos”; “Casos do Jampa Digital e DESK devem produzir novidades em meio a nova Operação Calvário”.

Como surgiu

O Governo ponha as barbas de molho: as oposições prometem fuçar tudo e tocar o mais frenético frevo de abafo em cima da famosa Operação Calvário, a maior alavanca do comércio de Rivotril na Paraíba. A propósito, o Movimento a Paraíba não Cala surgiu, exatamente, no momento em que ficou faltado a 12º assinatura parlamentar necessária para dar quórum ao pedido de uma CPI afim de, paralelamente à Operação Calvário, investigar os fatos que forem tornado públicos.

Interação

A plataforma virtual para projetar as ações do Movimento também se propõe a interagir com a sociedade. Pretende oferecer-lhe o máximo possível de informações que o Governo tenta esconder, mas também espera que os cidadãos contribuam com informações e documentos de real interesse público. Todas essas informações e documentos, segundo membros do bloco, serão submetidos à rigorosa checagem de sua veracidade.

Fiscalizando

Mesmo durante o recesso parlamentar e como parte do Movimento a Paraíba não Cala, os 11 deputados da bancada das oposições prometem percorrer a Paraíba para fiscalizar e fazer um levantamento minucioso de quantas e quais são as obras e serviços públicos prestados à população.

Juntos e misturados

Nesta nova empreitada, as oposições na Assembleia Legislativa deixaram as suas divergências paroquiais de lado, para que estejam todos, de fato, juntos e misturados. Os deputados Raniery Paulino e Camila Toscano, que disputam acirradamente a hegemonia política no Brejo, neste projeto estão “mais justos que beiço de bode”, como se diz na nossa região.

 

Wellington Farias

 

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