Por Eliabe Castor

Antes de falar sobre Veneziano Vital do Rêgo, digo: “A locomotiva chamada Brasil não para, mas a interrupção do seu crescimento vem sendo “castrado” pela agenda ultraliberal defendida pelo ministro Paulo Guedes, cujos aplausos partem, apenas, dos banqueiros, investidores e megaempresários”.

É verdade. Um país com uma dimensão continental não pode parar, mas em plena pandemia e sem políticas públicas que socorram o povo, o ritmo da sua velocidade de crescimento é mais que caótica. Essa é a realidade.

Mesmo com a vitória do Palácio do Planalto na Câmara dos deputados e Senado, pondo Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na presidência das respectivas Casas, a discussão de uma agenda conjunta das lideranças não deve avançar como Guedes e Bolsonaro desejam.

O cenário das reformas apresentadas pelo Governo Federal continuará pouco célere, entrando na pauta do Congresso, apenas, proposituras sem grande impacto político e administrativo à Nação e, claro, para a população.

Mesmo que Lira e Pacheco busquem emplacar as reformas defendidas por Guedes, dificilmente terão êxito na manutenção dos textos originais. Aliás, destaques virão, e de forma macro, por parte dos que não comungam do liberalismo excessivo do ministro da Economia e da postura de extrema- direita do presidente.

Em resumo: Bolsonaro gastou o que tinha em seu arsenal no meio do caminho da sua gestão. Pouco ou nada tem mais a oferecer aos que alugam seus cargos eletivos.
As PECs impopulares

As PECs (Propostas de Emenda à Constituição) emergencial e do pacto federativo encampadas pelo ministro da Economia continuarão a encontrar resistência de senadores e deputados por conterem medidas impopulares. É o que alguns parlamentares apontam como conflito de conteúdo nos textos.

A PEC emergencial é vista como a mais impopular, especialmente por vir, em 2022, mais um período eleitoral. E digo: os dispositivos apresentados por Guedes atingem no alvo servidores públicos com a redução de salário e jornada de trabalho, proibição de aumento salarial, suspensão de promoção funcional e a vedação de concursos públicos.

Pura crueldade que só os lunáticos de pouco caráter que estão a serviço do fisiologismo em escala gigantesca podem abraçar tal causa. Talvez até os lunáticos não optem pelos textos maquiavélicos apresentados pelo Planalto em sua integralidade.

Veneziano se firma como grande liderança nacional

E agora vamos lembrar o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) em sua primeira fala enquanto primeiro vice-presidente da Casa, após vencer seu oponente, Lucas Barreto (PSD-AP) por 40 votos contra os 33 recebidos pelo adversário. Disse o paraibano, já mostrando que a pandemia, medidas para atenuar os danos mortais causados pelo novo coronavírus e as reformas que estão na pauta do Congresso devem ser prioridades, havendo a necessidade do humanismo nas proposituras que tramitam nas Casas, e não apenas questões técnicas e legalidades jurídicas.

Disse Veneziano…

“Não há dúvidas de que nos restam superações, mas nós não podemos nos imiscuir, nós não podemos nos permitir discussões menores quando sabedores dos grandes desafios que haveremos de tratar, desde as questões que envolvem a necessidade de um novo auxílio emergencial, a reforma tributária, e todos os outros assuntos que porventura estejam a ser questionados, cobrados e, mais do que isso, exigidos por parte dos nossos brasileiros”, observou

Então, leitor, Veneziano Vital do Rêgo será uma pedra no sapato de Bolsonaro, muito em parte pelo seu próprio perfil político, estando bem mais inclinado para o chamado centro, até mesmo centro-esquerda.

E assim como o senador paraibano, líderes de blocos e partidos de direita, centro e centro-esquerda não buscarão um desgaste desnecessário para ceder, por completo, aos caprichos do inquilino do Palácio do Planalto.

É verdade! Parlamentares e suas siglas partidárias fizeram acordos com Jair Bolsonaro, mas até o centrão, que agrega muitos partidos “voláteis” quando o assunto é fidelidade, fugirá de propostas delicadas e desumanas. Até para eles há um limite quando o genocídio está próximo.

E tenha a certeza, leitor! Veneziano Vital do Rêgo será a pedra no sapato de Jair Bolsonaro, articulando resistência aos projetos de Paulo Guedes e dando prioridade a propostas de interesse social, em especial aquelas relacionadas a conter o avanço da Covid-19 e a imunização da população, uma vez que ele não é negacionista.

Por fim, Venê e outros políticos experientes sabem que Bolsonaro não tem um projeto legítimo de reformas que ponha comida na barriga dos brasileiros e salve micro e pequenas empresas. Ele quer agradar apenas os “investidores” para garantir sua reeleição, o que, em hipótese alguma, está garantida.

Até Lira e Pacheco sabem a fragilidade política de Bolsonaro e sua pouca competência para administra o Brasil. E Veneziano entende bem que, na hora certa, a estocada legítima no “mito” virá. Ponto positivo não só para a Paraíba, mas para todo o povo brasileiro.

Por Eliabe Castor

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