Por Wellington Farias

Questionar a competência do gestor público Bruno Cunha Lima a essa altura não teria o menor cabimento. Afinal, o novo prefeito de Campina Grande ainda vive o seu primeiro dia de administrador.

E merece crédito, convenhamos.

Agora, o que andam questionando – e aí faz muito sentido – é se Bruno fará o governo que pensa, que planejou e que deseja.

Faz sentido, sim. E por que faz sentido? Ora, porque o novo prefeito de Campina Grande não teve, sequer, o gosto de escolher – ao seu bel prazer e entendimento – mais da metade da sua equipe de primeiro escalão, o famoso secretariado.

Segundo notícia veiculada na Rádio CBN, a partir de Campina Grande, oito dos 15 assessores mais imediatos de Bruno Cunha Lima são remanescentes da gestão passada, ou seja: o time tem mais o perfil de Romero Rodrigues, que antecedeu a Bruno, do que o do próprio prefeito. Detalhe: incluindo algumas das mais importantes pastas, como Saúde e Educação.

Por isso é que, à boca miúda, andam dizendo pelos corredores e calçadões da Rainha da Borborema que Bruno, embora eleito no primeiro turno, tende a se tornar algo do tipo rainha da Inglaterra, que reina mas não governa.

Burburinho

Os mais venenosos buchichos campinenses insinuam que Bruno assumiu a Prefeitura de Campina Grande – a segunda maior e mais importante cidade da Paraíba – apeado pelas conveniências políticos e interesses de Romero Rodrigues ou – através deste – da linhagem Cunha Lima comandada pelo ex-senador Cássio, seu querido primo…

A propósito, conversando com um colega campinense nato – mas residente em João Pessoa – o colunista ouviu do interlocutor: “Não se iluda, pode até haver racha nos Cunha Lima, mas na hora d’a onça beber água, de proteger seus interesses comuns, a família é uma só; e quem manda mesmo é Cássio, o cacique da linhagem de Ronaldo”.

A verdade é que…

Bem, burburinhos à parte, a verdade é que a equipe de Bruno tem muito mais cara do continuísmo e do seus antecessores na Prefeitura, do que a do prefeito atual. Não há a menos dúvida.

Observem: Bruno não pôde escolher nem metade de sua equipe. Os outros escolheram por ele mais de 50% da equipe.

Por Wellington Farias

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