Por Wellington Farias

De olho nas eleições de 2022, o ex-senador e ex-governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), já começou a aquecer as turbinas…

Não é a toa que, repentinamente, Cássio começa a botar as unhas de fora. Experiente e bom de marketing, o herdeiro político de Ronaldo Cunha Lima de uma hora pra outra começou a aparecer no noticiário, nas mídias sociais, em fotografias, ocupando todo espaço possível. Até que no ano passado não havia se lembrado do aniversário de Cássio, este ano não falhou…

Esta alma quer reza! Alguém duvida?!

Pro Senado
A menos que fatos novos e impactantes aconteçam, o cenário que se descortina para 2022 é pra lá de bom para o ex-senador Cunha Lima disputar a vaga que estará disponível para o Senado. Vivemos uma crise de liderança daquelas… Aquele que seria o principal adversário dele, Ricardo Coutinho, vive um momento que gera muitas dúvidas sobre o papel que ele terá nas próximas eleições.

E, cá pra nós: se for pra disputar o Senado, por exemplo, com os nomes até agora anunciados, Cássio tem tudo pra bater a parada sem sair da rede.

Até agora, os nomes cogitados para disputar a vaga a ser deixada pela senadora Nilda Gondim (PMDB) são: o deputado federal Efraim Filho, o menos fraco dos até agora cogitados; Aguinaldo Ribeiro, embora habilidoso, não teria muitas chances, até porque dificilmente o eleitor iria digerir a ideia de eleger dois irmãos para o Senado na mesma legislatura.

Fala-se também em um assessor especial do presidente do Banco do Nordeste, Bruno Roberto, que não passa de um ilustre desconhecido além da Ponte Sanhauá.

O atual ministro da saúde, Marcelo Queiroga, também está sendo colocado na lista dos possíveis candidatos ao Senado. Com que cacife é que ninguém sabe. Como ministro da saúde, não está dando resultado nenhum, haja vista as alarmantes cifras relativas às contaminações, casos de Covid-19 confirmados e, sobretudo, de brasileiros morrendo diariamente.

E tem mais: Campina Grande não vai querer largar essa vaga de senador de jeito nenhum. Na hora do vamos ver, o DNA político de Campina Grande fala mais alto.

Bom pra nós I
No dia do Jornalista – que transcorre nesta quarta-feira (07) – o senador Veneziano Vital, vice-presidente do Senado, apresentou projeto para que profissionais da comunicação possam se tornar Microempreendedores Individuais, os chamados Mei.

Veneziano fundamentou o seu projeto alegando ser “imprescindível ao profissional que atua na comunicação ser Mei, pois muitos deles são autônomos, frequentemente requisitados para prestar serviços diversos a variadas empresas e instituições e acabam sendo impedidos de atuar por não poderem emitir Nota Fiscal para o recebimento dos valores referentes aos serviços prestados.”

Bom pra nós II
Veneziano Vital também é autor de uma PEC que permite ao jornalista exercer a profissão em dois cargos públicos simultaneamente. O senador lembra que outros profissionais têm esse direito, pois a Constituição garante a ocupação de dois cargos de professor, um cargo de professor e outro técnico ou científico; e dois cargos ou empregos privativos de profissionais da saúde, desde que exista compatibilidade de horários.

Bom pra nós III
No senado, Veneziano também tem se posicionado em favor dos jornalistas diplomados. Em 2019, no auge da discussão sobre a obrigatoriedade ou não do Registro de Jornalista, coube ao Senador Veneziano apresentar Emenda à Medida Provisória 905/2019 para suprimir a alteração proposta pela MP, contida no texto do Inciso VII do Artigo 51, que revogava a obrigatoriedade de registro para a atuação profissional de jornalistas.

A alteração atendeu reivindicação de jornalistas de todo o Brasil, externada pelas diversas entidades que representam a classe, nacionalmente e nos estados, e que repudiaram a atitude do Governo Federal ao apresentar o pacote, chamado de ‘Carteira Verde e Amarela’, no qual propunha a revogação da obrigatoriedade. Na época, a matéria foi aprovada com a Emenda de Veneziano e a obrigatoriedade do registro ficou mantida.

Médicos em pânico
Reflexos da pandemia nos médicos: aumentou o nível de estresse e a sensação de medo e pânico; diminuiu as horas de sono e o tempo dedicado por eles às refeições e aos familiares.

A constatação é fruto de pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com 1.600 médicos brasileiros, entre setembro e dezembro do ano passado e publicada nesta quarta-feira (7). A maioria dos entrevistados atua em atendimento hospitalar, atenção básica e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

De acordo com o trabalho do CFM, para 96% dos médicos, a pandemia impactou suas vidas, seja aumentando o nível de estresse (22,9%), gerando sensação de medo e pânico (14,6%), reduzindo o tempo dedicado à família, refeições e lazer (14,5%) e diminuindo o tempo e qualidade do sono (7,6%).

Por Wellington Farias

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