Por Wellington Farias

Na próxima quinta-feira (27), será julgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a Ação de Investigação Judicial Eleitoral impetrada contra o ex-governador Ricardo Coutinho, denominada Aije do Empreender.

Se por ventura for condenado, RC terá obstáculos a vencer para se fazer candidato à Prefeitura de João Pessoa: em princípio, estará inelegível, mas, naturalmente, caberão recursos.

Se for absolvido, permanecerá elegível, ganhará fôlego para a disputa, enquanto os adversários sofrerão o impacto da frustração.

Inelegibilidade

Se por ventura se tornar inelegível, naturalmente Ricardo Coutinho perderá força no processo, porque lhe restará indicar um candidato da sua livre escolha pelo seu partido ou apoiar um terceiro. O que não é a mesma coisa de ser o próprio Ricardo o candidato.

Sem dúvida, pelo histórico e pelo portfólio de gestão, tanto na Prefeitura de João Pessoa quanto no Governo do Estado, Ricardo Coutinho representa uma das forças políticas mais expressivas da Paraíba.

No entanto, uma coisa é o próprio Ricardo candidato; outra coisa é o candidato ser um indicado por RC. O eleitor acredita e vota em Ricardo, mas nem sempre aposta nos nomes que ele indica.

Ricardo tentou emplacar o próprio João Azevêdo e as deputadas Cida Ramos e Estela Bezerra na Prefeitura de João Pessoa em eleições passadas e fracassou.

Para eleger João seu sucessor no Governo do Estado, Ricardo teve que abdicar de se candidatar ao Senado da República, num cenário em que não restava dúvida nenhuma de que ele seria eleito. Permaneceu no Palácio com a caneta cheia de tinta, o Diário Oficial com número ilimitado de páginas e espaço virtual também ilimitado para hospedar o DOE.

Se por ventura ficar inelegível, RC necessariamente terá de buscar um candidato de grande potencial, densidade eleitoral comprovada, de muita afinidade com o seu projeto e bom de palanque.

 

Mulheres

Circula nos meios políticos de forma muito sutil a avaliação de que Ricardo pode se juntar ao grupo de Cartaxo e dessa junção resultar uma chapa para disputar a Prefeitura de João Pessoa com duas mulheres. No caso, a concunhada de Cartaxo, Edilma Freire, e a companheira de Amanda Rodrigues.

Numa sociedade reconhecidamente machista, duas mulheres numa mesma chapa como candidatas à prefeita e à vice, ainda mais as duas representando parentes, não parece ter muita chance de lograr êxito.

Nos dias atuais, não parece muito provável que projetos eleitorais de caráter doméstico e familiares correspondam aos anseios dos eleitores.

 

Wellington Farias

PB Agora

Por Wellington Farias

Notícias relacionadas

Julian Lemos volta a trocar farpas com clã Bolsonaro: “Traidores e ladrões são vocês”

O deputado federal Julian Lemos, do PSL, novamente reagiu às insinuações do clã Bolsonaro e, nas redes sociais, fez uma contraofensiva contra o deputado Eduardo Bolsonaro. Na publicação, Julian reproduziu…

“Apresente ideias melhores”, reage Raniery sobre críticas a toque de recolher

O vice-líder do governo João Azevêdo (Cidadania) na Assembleia Legislativa, o deputado Raniery Paulino (MDB) rebateu as declarações do deputado oposicionista Cabo Gilberto que está colhendo assinaturas para tentar barrar…