Em resposta a questionamentos da coluna, o presidente da Fundação João Mangabeira e ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), disse, na madrugada deste domingo (18), não ter dúvidas de que o arrombamento do seu escritório de João Pessoa trata-se de uma ação com conotação política.

Ricardo Coutinho, a propósito, relatou que, logo que chegou ao local, o delegado que investiga o caso foi enfático na afirmação de que aquilo não se tratava de roubo. “Ladrão comum não entra de luva, de capuz, nem sabe seccionar uma cerca elétrica”, observou o ex-governador da Paraíba.

Após afirmar que tem imagens de toda a ocorrência, Ricardo Coutinho acrescentou que também quer saber quem foi o mandante da ação criminosa. Nas duas mensagens respondendo à coluna, o ex-governador também não levantou suspeitas de quem poderia ter mandado fazer o serviço.

A seguir, as perguntas e respostas, por intermédio de Whatsapp:

– O arrombamento do seu escritório pode ter alguma conotação política?

Ricardo Coutinho – Não há outra coisa que não seja de cunho político. Aliás, na hora em que chegou lá, o delegado me disse: “Isso aqui não é coisa de roubo”. Se fosse roubo eles teriam levado impressora, máquina de café. Mas levou o computador e revirou todas as gavetas, evidentemente procurando documentos, papel. Ladrão comum não entra de luva, de capuz, não sabe seccionar uma cerca elétrica, como ele fez; não pula o muro, como ele pulou.

– Tudo isso foi filmado?

Ricardo Coutinho – Tem as imagens disso tudo. O cara pula um muro alto, dá um salto, ou seja, era um cara atlético, alto. Evidentemente estava atrás de algo, porque todas as gavetas foram remexidas; porque só levou o computador. Se quisesse coisa de valor, por menor que fosse, levaria também a impressora, a maquina de café ou algo mais que estava por lá. Infelizmente é uma ação com conotação política; tudo a ver com as coisas que eu faço, porque senão não teria sentido se arriscar daquele jeito. E mais: um ladrão comum entrar numa casa para revirar gavetas? É muito esquisito…

– E que providências foram tomadas?

Ricardo Coutinho – Eu vou ver o que é que faço com as imagens. Foi feita uma perícia. Na própria perícia o delegado que estava ao lado disse que aquilo era coisa de profissional, e não de um ladrãozinho qualquer. De acordo com as imagens ele passou uma hora e meia lá dentro, todo paramentado. Um profissional. Vamos ver onde foi que ele deixou pistas, falhou, para ver como se pode identificar. E, mais do que isso, saber quem mandou. O cara entrar num canto, fazer aquilo que fez, com certeza não era por interesse próprio; era um profissional fazendo algo para o qual, imagino eu, tenha recebido.

 

Wellington Farias

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