Pelo menos para as pessoas de bom senso, não há surpresa nenhuma em tudo do que o presidente Bolsonaro fez, disse e pensou desde que assumiu a Presidência da República. Afinal, todos nós já conhecíamos a história do “mito”. Um homem que na área militar, onde se profissionalizou e, portanto, do que mais deveria entender, não passou de capitão, a mais baixa patente do oficialato. Imagine o grau de compreensão deste cidadão sobre um pais complexo e de dimensão continental como é o Brasil.

Em tempo: o próprio Jair Messias Bolsonaro declarou para o país inteiro ouvir que foi preparado para ser militar e não presidente. Nestes termos, portanto, Bolsonaro passou seu próprio atestado de incompetência para governar o Brasil, o que também não surpreende a ninguém.

Muito pior que o preconceito do presidente da República contra o Nordeste e seu povo, é a vergonhosa atitude de alguns “paraíbas”, de notória servidão ao poder, que apoiam e até aplaudem a descompostura presidencial de total desrespeito a uma Região de papel fundamental na construção e desenvolvimento deste país. Estas criaturas podem até ter nascido no Nordeste, mas não herdaram o sangue e a natureza guerreira do nordestino.

Recapitulando

Há cerca de três dias, o presidente Bolsonaro, numa referência carregada de preconceito contra o Nordeste e seu povo, chamou os governadores dessa Região de “paraíbas”. Bolsonaro disse com todas as letras “Daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior deles é o do Maranhão”.

Todos nós sabemos que a expressão “paraíba”, nos termos usados por sua excelência o presidente, denota uma carga de preconceito, que a elite da Região Sul nutre contra nós nordestinos. Para este povo, “paraíba” é sinônimo de raça menor, de ignorância, de miséria etc. etc.

O que torna a atitude de alguns nordestinos pior do que o preconceito presidencial é a falta de autoestima, de respeito a sua terra, de indisposição para defender os seus valores e, naturalmente, assumir-se o mais “paraíba” entre os “paraíbas”.
Ainda bem que a quase totalidade do povo nordestino, incluindo um grande número de pessoas que votaram no “mito”, reagiu com bravura e não deixou por menos. Mais que isso: arrastou para si o apoio incondicional de meio mundo de brasileiros. Basta ver a enorme repercussão negativa de mais uma lambança do “mito” Jair Messias Bolsonaro, sobre quem, até hoje, a maioria dos brasileiros pergunta a que veio.

Refazendo

Diante da devastadora repercussão nacional, negativa para um governo que já anda cambaleando no conceito do seu povo, o presidente Bolsonaro tentou desfazer o desrespeito aos nordestinos, dizendo que a sua declaração, infeliz, se referia apenas aos governadores da Paraíba, João Azevêdo, e do Maranhão, Flávio Dino. Mentira. Quando se referiu “aqueles de paraíba”, não pode ter se referido só a João Azevedo, porque a Paraíba não tem mais de um governador e o outro é do Maranhão.

Sugestão

O pior de tudo é que o presidente nessa tentativa de desfazer a titica se voltou, agora sim, contra dois dos governadores cujas gestões são verdadeiros oásis no deserto de desgovernos que é o Brasil de hoje, incluindo o de Jair Bolsonaro.

Sugestão II

Melhor seria para o presidente Jair Bolsonaro e para o Brasil que ele governasse pela cartilha desses dois governadores. Afinal, a Paraíba e o Maranhão andam na contramão do Brasil atual, que despenca no desgoverno, nos índices sociais, nos índices econômicos, no apoio popular ao seu presidente.

Reações locais

O que os políticos nordestinos disseram: Isto nós vamos ver na próxima coluna.

 

Wellington Farias

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