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Opinião: o serial killer e um “genocida” no DF

A morte, a morte hoje tem “residência” comprovada. Reside, de forma momentânea, no Distrito Federal. Serial killer? “Genocida”? Não importa o nome aqui dado. Eles matam e desdenham da vida. Sorriem enquanto há pranto. O choro dos que perderam seus entes queridos não é ouvido quando a psicopatia reside em um DNA sádico e criminoso.

Sim, a morte reside de forma momentânea no Distrito Federal. Na capital do país. Um Brasil que vive assustado e perplexo no qual duas figuras se misturam para observar suas vítimas agonizarem. Embrenhando-se em matas ou em majestosos gabinetes, muitas vezes do mal. Esses dois seres se completam no caldeirão da crueldade.

A morte está solta. Não se consegue detê-la. Cães farejadores, drones flutuando em céu cinzento, helicópteros, policiais armados, médicos e todo um corpo ligado à saúde desesperados, ciência sendo desprezada, justiça constantemente desafiada, um Congresso que padece e uma a mídia bombardeada. Parece Gaza ou a Síria, mas não é.
Esse é o Brasil de hoje, um país esquálido e desidratado pelo negacionismo de um, e a reencarnação do mal em outro. Ou seria o contrário? Ou a mesma coisa? Mais de 500 mil famílias despedaçadas. Sonhos tolhidos pela violência deliberada. Agressores de um dom sagrado. O dom da vida.

Lázaro, o personagem bíblico, foi ressuscitado pelo Messias. Deu-lhe Jesus a vida novamente. Já o Lázaro que caminha sobre as águas em pequenos riachos para despistar seus passos, esse tem cheiro de morte.

E o Messias que está à frente do poder supremo de uma nação? Bem, esse ignora os seus semelhantes, mesmo os que pensam iguais a ele ao negar a pandemia que já sepultou, infelizmente, mais de 500 mil pessoas no país do verde, amarelo e de todas as cores.

Esses dois estão, momentaneamente, no Distrito Federal. Mas como a Covid-19 a pandemia e eles passarão. Serão julgados pela justiça. Pela própria história. Essa é a mais pura certeza.


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