O Partido dos Trabalhadores da Paraíba fará uma reunião na próxima sexta-feira. Nada demais, dentro de uma sigla partidária, afinal, discussões são legítimas e democráticas. Mas esse “sínodo” irá discutir sobre uma possível aliança política com o governador João Azevêdo, que ingressou recentemente no Cidadania. E esse é o ponto central da dúvida petista. Existe uma ala capitaneada por Jackson Macedo, presidente estadual da legenda, e outro cujo timão é controlado pelas mãos do ex-deputado estadual Anísio Maia.

Macêdo mostra um lado reticente quanto à composição e alinhamento político e ideológico com o governador. As alegações estão centradas no partido de Azevêdo, que teoricamente estaria apoiando de forma sutil a gestão do governo Bolsonaro. Já Anísio Maia enxerga de outra forma, observando uma clara tendência progressista do Cidadania.

Pontos de vistas diferentes, é certo que o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, já informou para os que têm dúvidas. O partido é de centro-esquerda e ponto final. Sim, ponto final para aqueles que entendem que a política em dias atuais é plural, numa certeza absoluta que não existe “purismo” como bem disse João Azevêdo.

Para se governar de forma eficiente é preciso dialogar com todas as correntes, digamos, ideológicas, a fim de manter a estabilidade do próprio Estado, é o que pensa Freire. Por esse prisma, em tempos de livre mercado e globalização, o isolacionismo político e, por extensão, econômico, configura-se em erro primário que a “linha dura” de Macedo defende.

Por outro lado é constatado um discurso mais coerente com a própria realidade do país, que hoje vive e convive com a tirania dos extremos. A polarização política irracional e atroz que divide o Brasil. E o pensamento e palavras vêm de Anísio Maia, que prega não a comunhão da extrema-direita com a esquerda, mas a pacificação das ideias e o debate construtivo.

Maia, que está experimentando o gosto de assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa caso o deputado Júnior Araújo (Avante) assuma a secretaria de Chefe do Governo, vive o desgosto de ser expulso do seu partido na hipótese do PT definir não figurar a base do atual governo da Paraíba.

O mesmo dilema vale para o ex-deputado federal e atual secretário estadual da Agricultura Familiar, Luiz Couto. Petista histórico, como Maia, também pode ser banido da sigla. E assim continua o PT. Muitas opiniões e erros diversos que provocaram sua derrocada nacional e, claro, estadual.

Velhos conceitos não servem para a “digestão” política atual.

 

Eliabe Castor
PB Agora

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