Por Eliabe Castor

A leitura é simples e cristalina. Vence um pleito para uma eleição majoritária quem obtém o maior número de votos. E assim foi Cícero Lucena (PP). Havia um candidato de centro-direita, do Progressistas, e do outro Nilvan Ferreira (MDB), que apesar de ser filiado a um partido de centro, nunca adotou o discurso moderado. Seguiu a linha conservadora do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

E aqui respeito a linha ideológica de Ferreira. Mas há de ser observado. João Pessoa é uma Capital, por essência, progressista. E se não houve um candidato da esquerda no segundo turno, foi por meio da inapetência, por exemplo, do PT e PSB. Único deputado estadual do Partido dos Trabalhadores, Anísio Maia não conseguiu ser unânime na sua própria legenda.

Batalhas jurídicas com o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) “anularam” os nomes da esquerda, que anda cambaleando, só relembrado Chico Buarque e sua bela “Pelas Tabelas”. Só cumprindo o regularmente. Mas vou ficar em João Pessoa. Posso fazer uma análise de outras capitais no futuro. Mas a esquerda não foi bem nem aqui ou alhures. Aliás, foi péssima.

E voltando a João Pessoa, não foram as pesquisas eleitorais que colocaram Cícero Lucena na condição de futuro prefeito de João Pessoa. Alegou Nilvan Ferreira que sua derrota muito em parte veio formatada por elas. Mas não foi isso. Ele e sua assessoria sabem.

Ferreira foi muito além do que imaginei. O número de sufrágios recebidos foi muito acima para um neófito da política. 163.030 votos (46,84%) dos votos válidos. Tal percentual é surpreendente. Mas João Pessoa adotou, ou é, um bastião progressista. E se não houve um candidato da “pura” esquerda, a lógica foi buscar um centro-direita que, aliás, governou a Capital das Acácias com excelência em tempo passado.

O resto é pura retórica. E como dizem as tratativas judiciárias, há o direito do “Jus esperneandi”. O direito de espernear em latim. Nilvan Ferreira foi um gigante, mas o futuro prefeito tem nome e sobrenome. Cícero Lucena. Não se pode contestar o resultado do povo. A urna é apenas um objeto para sagrar os votos e pesquisas refletem quase sempre o que virá. Como veio!

Por Eliabe Castor

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