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Opinião: Justíssima a homenagem que será prestada a Maranhão com nome de avenida

Não poderia haver nome melhor e homenagem mais oportuna: o governador João Azevêdo resolveu que a avenida ligando o campus da UFPB ao bairro Altiplano, em João Pessoa, irá se chamar José Targino Maranhão.

A Paraíba deve muitas homenagens a José Maranhão. Foi um grande governador, um verdadeiro mestre de obras; um político de qualidades raras e dignas dos melhores registros.

Mas, isso não é tudo na trajetória do homem público Zé de Beija, como era carinhosamente chamado em Araruna, a sua Macondo.

Mais do que ter sido um mestre de obras, a maior virtude de José Targino Maranhão com certeza foi a honestidade.

Não tem obra de pedra e cal que se sobreponha a honestidade.

Mãos limpas
Os políticos de hoje não são mais honestos do que os do passado. Isso é balela, conversa pra boi dormir, e desinformação também.

Acontece é que, hoje em dia, há mais fiscalização; as instituições fiscalizadoras tiveram ampliadas as suas atribuições e prerrogativas para alcançar o malfeito. Assim, as maracutaias, a falcatrua e a lambança são sempre descobertas, diferentemente do que ocorria no passado em que, por exemplo, prefeito andava com cheque no bolso torrando a grana pública a seu bel-prazer. NInguém sabia e ficava tudo pela conta das “mudas”, para não dizer do diabo.

Sejamos justos: seja naquele tempo, ou no tempo de agora, não há registro de que o velho Maranhão tenha misturado o público com o privado; ou que a sua conta bancária – notoria e historicamente farta – tenha acumulado mais um centavo, sequer, usurpada do erário.

A Paraíba, portanto, não tem que se orgulhar de José Maranhão só pelo portfólio de obras do seu governo. Maranhão tinha outra qualidade raríssima em políticos de qualquer partido, de qualquer ideologia e de qualquer época: a honestidade na lida com a coisa pública.

Observem que Maranhão saiu totalmente ileso do vendaval de corrupção que se verificou neste país, a partir das prorrogativas que tornaram os órgãos fiscalizadores mais eficientes.  Eu, pelo menos, não me lembro de alguma insinuação, sequer, de que José Maranhão andou metendo a mão no cofre público.

É o mínimo que o já velho “Brasinha” pode dar como testemunho sobre José Targino Maranhão.

PS: Maranhão só me chamada de “Brasinha”, porque meu apelido é impublicável.


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