Por Eliabe Castor

As rusgas envolvendo o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), podem arrefecer e o clima esfriar para um possível diálogo entre os dois políticos. A lógica é simples e a equação de modo algum é complexa. É de conhecimento público que ambos estão isolados. Cada um pagando pecados diferentes.

Ainda com certa densidade eleitoral na Capital, Coutinho está praticamente “impedido” de lançar seu nome a prefeito de João Pessoa em decorrência dos sucessivos escândalos que envolvem seu nome de forma direta à Operação Calvário. Está fragilizado. Antes liderança política não só na Paraíba, mas em outros estados, era cortejado pelos caciques das grandes agremiações políticas do país. Hoje não mais.

Coutinho, por mais que busque retornar ao protagonismo de épocas anteriores, é apenas uma sobra do que foi. Já Luciano Cartaxo é uma figura complexa. Afastou todos aliados de peso em decorrência a um capricho ilógico que só ele não percebe. Eleger seu sucessor. Mas não qualquer um. Ele ou ela devem fazer parte das hostes do PV.

E para manterem-se vivos no mundo político, inimigos e rivais de longas datas unem-se contra um adversário maior: o esquecimento do eleitor. O ostracismo é o pior castigo para uma figura pública. Cartaxo sabe perfeitamente sobre tal realidade. Coutinho tem certeza. E nos jogos políticos, uma das poucas chances deles se manterem, ainda, com certa visibilidade reside em duas figuras femininas.

Edilma Freire (PV), ex-secretária de Educação na gestão Cartaxo, e a esposa de Ricardo Coutinho, Amanda Rodrigues, filiada ao PSB. Havendo essa costura, os dois partidos recebem fôlego, bem como suas respectivas lideranças.

Mas há um estorvo nessa possível hipótese. Ricardo Coutinho concordará em ceder a “cabeça de chapa” a um indicado de Luciano Cartaxo? É sempre bom lembrar que o prefeito da Capital literalmente massacrou seus vice-prefeitos, respectivamente Nonato Bandeira, hoje secretário de Comunicação do Governo do Estado e o ex-deputado federal Manoel Júnior.

Eliabe Castor
PB Agora

Por Eliabe Castor

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