Por Eliabe Castor

Aprendi, desde cedo, que dependendo do caso, somar ou multiplicar é mais viável que subtrair. Então, tendo a chance de trazer uma quantidade maior de números para certa finalidade, como por exemplo, bons quadros para uma agremiação política, a operação matemática se torna viável e eficaz.

E nessa construção de pensamento o deputado federal licenciado Pedro Cunha Lima, que preside o diretório estadual do PSDB iniciou diálogo com o radialista e comunicador Nilvan Ferreira (MDB).

Busca o tucano atrair o emedebista para as hostes do seu partido, a fim de reforçar a sigla a qual está à frente, dando maiores chances do seu partido, e uma frente de oposição ligada ao centro e centro-direita, retirar o governador João Azevêdo (Cidadania) do Palácio da Redenção no pleito de 2022.

É sabido o bom desempenho de Nilvan Ferreira nas eleições de 2020, quando disputou o cargo de prefeito da capital, ficando na segunda colocação, perdendo para um colosso da política estadual, o agora chefe do Executivo pessoense, Cícero Lucena (PP).

Na prática, a ida de Nilvan Ferreira para o ninho tucano representaria um maior poder de fogo para o comunicador, pois há um visível desgaste nas pessoas dele e do vice-presidente do Senado Federal, Veneziano Vital do Rêgo, que preside o diretório estadual do MDB.

A conversa envolvendo Nilvan e Pedro, que foi realizada no início desta semana, promete capítulos posteriores pelo tom dos discursos proferidos pelos dois à imprensa paraibana. Busca o tucano uma equação válida: a ida do emedebista para o PSDB.

Para Nilvan Ferreira e a própria sigla tucana, a junção seria ideal, pois o comunicador demonstrou ter boa densidade eleitoral em João Pessoa e o clã Cunha Lima no município de Campina Grande e em todo compartimento da Borborema.

Comedido, o emedebista, em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação confirmou, nesta quinta-feira (06) o diálogo com Pedro Cunha Lima, explicando que antes de qualquer decisão a ser tomada, irá manter um diálogo com o senador Veneziano Vital do Rêgo, o que é ético.

Para Nilvan Ferreira, sua possível ida para o ninho tucano é benéfica, pois teria ele mais espaço de locomoção política, podendo disputar o pleito de 2022 como candidato a vice-governador ou até mesmo tentar uma vaga no Senado, possibilidade que, no MDB, praticamente não existe.

Por Eliabe Castor

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