Por Wellington Farias
 
 

Pelas informações que circulam nos bastidores de Brasília, a cada dia com uma frequência maior, o presidente Jair Bolsonaro demonstra estar passando por uma situação que, em se agravando mais um pouco, poderá fazê-lo insustentável no cargo mais importante do país.

Notoriamente isolado fora e dentro do seu próprio governo, o presidente Jair Messias, o “mito” para alguns (cada vez menos), deu até para chorar durante o expediente no gabinete da Presidência da República. Ao longo dessa semana, jornais e portais da grande imprensa brasileira abriram reiteradas manchetes sobre a instabilidade, inclusive emocional, de Jair Bolsonaro.

Isolamento

A verdade é que, ao longo desse um ano e quatro meses de governo, o presidente Bolsonaro não fez outra coisa a não ser proferir asneiras, agressões, insultos e comentários negativos sobre as instituições. Dessa forma, Bolsonaro começou a cavar a sua própria sepultura, isolando-se de tudo e de todos, menos dos filhos a quem obedece.

A essa altura do campeonato, sem o apoio de quase ninguém, a não ser dos três filhotes, Bolsonaro busca, a todo custo, amealhar algum apoio no âmbito das Forças Armadas, onde o seu prestígio também só tem piorado graças ao resultado do seu desgoverno e à sua postura, incompatível com o cargo que exerce e, até, ameaçadora à democracia brasileira.

Escolhidos

Até mesmo de alguns dos seus ministros, de quem esperava uma contrapartida de apoio, Jair Bolsonaro não tem recebido a mão estendida que esperava. A começar por Luiz Henrique Mandetta (Saúde), o ministro Sérgio Moro (Justiça) e até Paulo Guedes, da Economia, tem atuado fora de sintonia com o superior.

Coronavírus
O ápice da crise de isolamento do presidente da República se dá, exatamente agora, com a crise gerada pela pandemia do coronavírus. Por exemplo: nem mesmo os ministros anteriormente citados atendem à orientação presidencial de não aderir ao isolamento social.

Sobre o coronavírus, Jair Bolsonaro ficou isolado dentro do seu próprio governo, fora do seu governo e no contexto dos chefes de estado do mundo inteiro. Ou seja: Bolsonaro a essa altura só conta com o apoio dos filhos 01, 02, 03 e alguma outra figura irrelevante das Forças Armadas.

Verde-Oliva

Segundo notícia veiculada nesta quinta-feira (2), na Folha de São Paulo, “em meio a essa situação, Bolsonaro se voltou para o seu meio de origem, o militar, cuja a ala no governo havia sido reforçada no começo do ano, após ter sido escanteada pelo chamado núcleo ideológico centrado nos filhos do presidente”.

Ainda segundo a Folha, Bolsonaro “devolveu protagonismo ao chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto, numa tentativa de unificar o discurso sobre a crise. O fez sob olhares desconfiados, dado que, usualmente, a palavra é dele e dos filhos”.

O resultado foi ainda mais desastroso do ponto de vista público, segundo avaliação da grande imprensa. Tanto que, em entrevista coletiva na segunda-feira (30), Braga Netto comportou-se como um tutor de Mandetta e ainda especulou sua demissão.

Resumo

O futuro de Bolsonaro a essa altura é incerto. De qualquer forma, porém, não é nenhum pouco razoável supor que um governante, ilhado por indiferenças e um cerco de isolamento se fechando ao seu redor, logre um futuro promissor no cargo que ocupa.

Aliás, ao longo dessa semana, muito se falou em Brasília sobre a possibilidade de Bolsonaro renunciar e que, intermediários, teriam sugerido que o presidente poderia fazê-lo desde que seus três filhotes – que por sinal de repente se recolheram – fossem anistiados nos processos a que respondem.

Este item causou controvérsias, até porque, renomados juristas e amigos do presidente Bolsonaro alegam que não existe anistia para quem ainda não foi condenado. E que Deus salve a pátria amada Brasil.

 

Wellington Farias

PB Agora

 
 

Por Wellington Farias

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