Neste novo cenário que se constrói – a partir de um rompimento político entre ambos – estaria o ex-governador Ricardo Coutinho transformando João Azevêdo numa figura política, no sentido mais tradicional? Alguns agentes políticos apostam que sim. Muito mais por força das circunstâncias do novo cenário político, do que por vontade própria.

Mesmo depois de ter enfrentado uma campanha política, ser filiado a um partido (PSB) e haver derrotado nas urnas as mais expressivas oligarquias e figuras da tradicional política da Paraíba, com o imprescindível aval de Ricardo Coutinho, o governador João Azevêdo ainda é visto muito mais como um técnico, que como um político. Mas, dadas as circunstâncias de um rompimento da cria com o criador, agora, vê-se forçado a assumir um perfil mais político que técnico.

A propósito, em conversa com este colunista neste domingo (15), um deputado remanescente da base aliada de Ricardo e hoje totalmente engajado no projeto de João Azevêdo foi enfático: “Existe uma visão nova da política paraibana, hoje. João não é político. Mas Ricardo está transformando João num político. João Azevêdo está sendo empurrado por Ricardo para uma posição que ele (Azevêdo) não conhecia. Só que João acompanha Ricardo há pelo menos 20 anos, conhece as virtudes e falhas dele”.

O interlocutor ainda observou que, atualmente, em todo lugar, em rodas de trabalho, repartição pública, bar, restaurante, campo de futebol, rodas de jogo, de cachaça e até no rendez-vous as discussões giram em torno de João Azevêdo e Ricardo Coutinho. “Ricardo moldou João para ser gestor mas, agora – mediante o rompimento entre ambos – está sendo obrigado a ser político.

Na avaliação do interlocutor, a Paraíba estava precisando de uma segunda liderança, e estaria o ex-governador transformando o seu sucesso nesta tal segunda liderança, em meio a este novo cenário. Só que, segundo ele, quem levaria certa vantagem seria o João Azevêdo, de modo que a criatura possa se tornar maior que o criador. “Primeiro, porque é governador tem o ‘lápis’ à disposição; sabe os defeitos e virtudes do outro; é dado à conversa e ao diálogo”.

Candidato Porcina

Na demorada conversa com este colunista, o tal interlocutor fez uma observação curiosa: “o ex-governador Ricardo Coutinho nos subestimou; tentou impor, para presidente da Assembleia Legislativa, um candidato dele que, na verdade nem era dele, como agora está provado”.

Referia-se, claro, ao deputado Hervázio Bezerra que, depois de tudo, se tornou o alfinete mais afiado contra RC. Pelo menos no relato da imprensa, em que chegou ao ponto de declarar que João não era, de fato, o candidato de Ricardo a governador.

Grandeza

O projeto socialista é realmente grande e seus resultados muito bem avaliados. Sobrevive à hecatombe do rompimento sem perder o seu protagonismo: Tanto João, quanto Ricardo, que hoje polarizam a disputa pela hegemonia política da Paraíba, é fruto de um mesmo projeto. Não há espaço para mais ninguém, pelo menos pelo que é possível vislumbrar agora.

Eita!

No final da conversa com este colunista, o tal interlocutor levantou uma lebre: disse, com todas as letras, ter dúvidas de que este rompimento seja pra valer.
E, olhe, estamos falando de um joãozista de quarto costados..

 

Wellington Farias

 

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