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Opinião: Eleitorado de centro-esquerda tende a optar por Lula, João e Ricardo

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A menos que seja cumprido o script traçado para tirar o ex-governador Ricardo Coutinho (ainda PSB) do páreo da disputa eleitoral prevista para o próximo ano, é notória a tendência do eleitorado de centro-esquerda de fechar com Lula, para presidente da República; João Azevêdo novamente para governador, e Ricardo Coutinho para senador.

A menos, também, que o ex-governador Ricardo Coutinho, em plenas condições de disputar, resolva concorrer à Câmara Federal.

Claro que Lula, João e Ricardo poderão ter votos de outras tendências ideológicas, na Paraíba. Possível, até do eleitor de direita, se a disputa estiver polarizada entre Lula e Jair Bolsonaro. Porque aí teria um elemento de pavor e de intimidação do eleitor, que seria a possibilidade (por menor que venha a ser) de se consolidar um regime totalitário com notória coloração nazifacista.

Seria ter que optar entre o bem e o mal, como já se viu nos anos 40.

E daí?!
Para o eleitor de centro-esquerda, pouco importa o que João Azevedo e Ricardo Coutinho pensem um do outro; que continuem se bicando. É natural a tendência de, num contexto como o que se configura no momento, o eleitor de Ricardo Coutinho faça opção por Lula e também por João.

Da mesma forma, o eleitor de João Azevedo de fazer opção por Lula e Ricardo.

Este é aquele eleitor que, nas eleições de 2018 votaram no projeto, ou seja: votaram em João Azevedo porque ele representava o projeto político e de gestão pensado e iniciado por Ricardo Coutinho.

Ou alguém imagina que o eleitor que naturalmente votam em Ricardo Coutinho votaria em Romero Rodrigues, por exemplo? Ou num candidato de direita ou ultradireita? Claro que não!

Direita
O eleitor de direita, por exemplo, pode naturalmente votar em Romero Rodrigues para governador do Estado.

Mas a marca de bolsonarista que tem sido impressa no projeto de Romero só dificulta as coisas pra ele. Há uma acentuada rejeição ao bolsonarismo que já começa a incluir até a famosa direitona.

No caso de Romero ainda é mais complicado porque os bolsonaristas, que não têm voto na Paraíba para lotar uma Kombi, ainda querem que o ex-prefeito de Campina Grande enfrente uma batalha dessa magnitude só com os seus simpatizantes.

Detalhe: o presidente Jair Bolsonaro ainda tem votos na Paraíba, daqueles eleitores radicais que seguem manadas. Mas as “lideranças” bolsonaristas, não.

Quem é o nome forte, a grande liderança política na Paraíba com indiscutível densidade eleitoral para enfrentar uma campanha para governador?

Estamos falando de gente com raízes políticas e partidárias e tradição política. Quem?

Ninguém, a não ser o professor Raimundo, na opinião de Aldemar Vigário…

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