Por Wellington Farias
 
 

Finalmente está chegando a hora de a onça beber água, ou seja: de os eleitores comparecerem às urnas neste domingo (15/11) para eleger futuros prefeitos e vereadores.

Votar não é uma tarefa tão fácil quanto parece. Sobretudo num país como o Brasil, cuja história é marcada por frequentes períodos de golpes de estado, golpes parlamentares. Embora estejamos vivendo agora o mais demorado período de democracia, mesmo assim tendo sofrido algumas ameaças ao Estado Democrático de Direito, depois do lavajatismo e do bolsonarismo.

Votar realmente não é fácil, especialmente num sistema como o nosso em que tudo conspira para ludibriar a boa fé dos eleitores; em que os partidos têm donos; e ninguém se dá ao luxo de realmente votar em quem deseja, mesmo porque, a escolha dos candidatos passa, necessariamente, por uma filtragem ao sabor das conveniências dos velhos caciques, que mandam e desmandam nas agremiações partidárias.

O que fazer?

Diante de tais dificuldades, talvez seja prudente ao eleitor alguns cuidados que devem levar à boca da urna juntamente com o seu título, identidade, caneta e máscara:

1 – A ideia fixa de que daquele voto a ser digitado emanará o Estado e os governantes que o eleitor pretende legar aos seus filhos, netos e, portanto, às futuras gerações.

2 – Esqueçam todas as promessas mirabolantes feitas pelos candidatos nas caminhadas, no guia eleitoral e nos discursos de campanha.

Em tempo: se você prestar atenção a tudo que foi prometido, a sua cidade será transformada numa verdadeira Suíça, o que por si só mostra que os nossos políticos continuam mentindo descaradamente a cada nova campanha eleitoral.

3 – Desconfie (mas desconfie mesmo!!) daqueles que se arvoram o mais honesto dos políticos e atiram pecha de corrupto nos outros. Procure investigar a vida de cada um deles que, com honrosas exceções, você vai descobrir do que são capazes…

Em tempo 2: no país do lavajatismo temos corruptos comprovados, presos ou de tornozeleira; acusados de corrupção também presos e de tornozeleira, mas que são notoriamente perseguidos até por bandidos de toga. Há de tudo e é preciso ter muita perspicácia para separar o joio do trigo.

4 – Também é prudente ao eleitor entender que o voto oferecido a um simples prefeito ou vereador no mais pequenino dos municípios, fatalmente significa a construção do alicerce de um projeto macro que, no efeito dominó, se estende às Assembleias Legislativas, ao Congresso Nacional, aos governos de Estado e à Presidência da República.

Significa, portanto, que se você vota num vereador ou num prefeito aliado a Jair Bolsonaro, por exemplo, estará ajudando a manter esta situação que hoje vive o Brasil. Da mesma forma, se o seu voto contempla um projeto que se opõe ao atual governo, você estará consolidando o alicerce de oposição. A escolha é exclusivamente sua e que você possa exercê-la na sua plenitude, de acordo com a sua consciência. A regra que vale para um vale para todos.

5 – Uma observação fundamental: reflita, amadureça as ideias antes de votar porque, dos três minutos consumidos no ato do voto, você pode sorrir ou chorar por quatro anos.

6 – Não cometa o pior de todos os erros: a venda ou a troca do voto por favores. Quando você negocia seu voto, além de ter desrespeitado a sua prerrogativa de cidadão, o candidato, se eleito, não terá compromisso nenhum com as suas aspirações e, no posto que vai ocupar, estará a serviço de outros interesses que não os seus.
Uma observação final: independe de que lado você for, de situação ou de oposição, de direita, de centro ou de esquerda, o voto mais valioso é o amadurecido nos pensamentos.

Vamos às urnas. Viva a democracia!

 
 

Por Wellington Farias

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