Por pbagora.com.br

É claro que o presidente Jair Bolsonaro não tem qualquer envolvimento com aquele grave episódio de tráfico de droga, em que um militar da equipe presidencial foi preso na Espanha transportando 39 quilos de cocaína num avião da Força Aérea Brasileira. O presidente da República nem sabia do que estava acontecendo, com certeza.
Embora Bolsonaro nada tenha a ver com o esquema criminoso ali existente, porém, compete a ele determinar as providências que o caso recomenda. Medidas rigorosas e exemplares. Principalmente deve ser intolerante com tráfico de drogas. Afinal, quando deputado federal pelo PP do Rio, em fevereiro de 2006, e enviou ao presidente da Indonésia uma moção de apoio e congratulação pela morte do brasileiro Marco Archer, condenado por tráfico de drogas naquele país.

O caso agora em questão é gravíssimo e não tem paralelo no mundo. Nunca em qualquer outra parte do planeta, segundo vários veículos de comunicação levantaram, houve um caso registrado de tráfico de drogas num avião presidencial. Mais uma enorme mancha na já não muito boa imagem do Brasil para o exterior.

Esquema

Mais do que apenas um militar solitariamente transportando droga, com toda certeza ali há um grande esquema de tráfico. Aquele sargento não ousaria, sozinho e por conta própria, se arriscar a levar o mínimo que fosse de droga no avião da Força Aérea Brasileira, muito menos aquela enorme quantidade. Convenhamos: 39 quilos de qualquer coisa (a não ser chumbo) não cabe em qualquer malinha… Imaginemos essa quantidade de farinha de mandioca, de feijão, milho… Pense no tamanho de uma saca de cimento, que é bastante denso e pesado. Qual será, portanto, o volume de 39 quilos de cocaína?

O mais curioso é como o serviço de inteligência da do Governo Federal não conseguiu se dar conta de um esquema de tráfico na equipe do presidente da República. E aí, Jair Bolsonaro precisa agir urgente, porque fica mais do que comprovado o grau de absoluta vulnerabilidade do seu esquema de segurança presidencial.
E se porventura no lugar daquele sargento fosse um terrorista munido de uma pequenina bomba de teor suficiente de mandar pelos ares o presidente, sua equipe e todo o avião? E se o sargento tivesse a intenção de dar uma facada no presidente?… Ele estava num avião reserva, mas que eventualmente poderia transportar a maior autoridade do pais. E é um homem da alta confiança do governo, a ponto de compor a equipe presidencial.

Naquele momento o presidente não estava no avião de apoio, mas poderia estar, na medida em que ele opera como um reserva do qual ele pode se valer a qualquer momento.

Desculpas

Além de queda coice

Como se não bastasse a gravidade do problema, as manifestações sobretudo dos assessores do governo são as mais ridículas possíveis. Em vez de se anunciar medidas rigorosas, ficam alegando que o tal sargento já teria feito não sei quantas viagens, inclusive em governos passados etc; um ministro ridículo chegou a comparar Lula e Dilma às drogas, como se isso justificasse a ocorrência de extrema gravidade.
Outros tentam amenizar o caso alegando que não era o avião presidencial, era um reserva. Ambos os aviões são presidenciais, um é reserva do outro. E tanto as duas aeronaves quanto toda a tripulação integram uma equipe que acompanha o presidente da República, seja ele Jair Bolsonaro, ou não.
Do outro lado, também não fata quem tente convencer de que o presidente da República tem culpa pelo ocorrido. Mas, até prova em contrário, não.

 

Wellington Farias

PB Agora

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