O deputado estadual Walber Virgolino (Patriotas) é aquela pessoa do bem, mas confunde a prerrogativa de delegado de polícia, profissão, diga-se, muito honrada, com a de homem público, infringindo, no meu ponto de vista, o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa da Paraíba quando ataca a imprensa de forma descabida e ameaçadora.

Em artigo publicado por mim e postado no portal de notícias PB Agora, nesta terça-feira (18), no qual sou colunista, indaguei e recriminei a postura do senhor Walber Virgolino. Apontei sua conduta cercada de erros relativos a uma confusão em um bloco carnavalesco no Folia de Rua, na última sexta-feira.

Fato é que o nobre parlamentar informou à imprensa que não fez parte do incidente, afirmando que não estava na confusão. Apenas buscou apaziguar os ânimos dos que estavam em conflito. Em tempo, confusão essa que feriu duas pessoas em decorrência por disparo de arma de fogo.

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Pois bem, relatei o fato de forma fidedigna, conforme o link da matéria, baseando-se na atribuição que a própria Constituição Federal me assegura. A livre expressão, ainda mais como um profissional de imprensa.

Fato é que cumpri com minhas prerrogativas. Mas o deputado, que está deputado, mas é de forma provisória, pois depende dos votos da população para se manter no cargo eletivo; em franca ameaça e desrespeito a minha pessoa e profissão, enviou a seguinte mensagem:

“Por isso eu digo ‘homi’, comigo é na bala. Quem briga é moleque e mulher, o homem discute de outra forma. Eu não discuto nem não brigo não. Eu digo que sempre vai ter um homicídio. Ou meu ou do outro. Eu não sou moleque para está discutindo e brigando não. Eu sou da paz. Eu propago a paz, e não aceito desmoralização alguma”.

E ante o exposto, pergunto: o deputado está em perfeito equilíbrio emocional? Posso me sentir tranquilo? Eu e minha família? Por fim, deixo os áudios e “prints” para que a sociedade e entidades de classe analisem essa pessoa que está na Casa de Epitácio Pessoa como representante legítimo do Poder Legislativo, esperando que os pares desse cidadão se pronunciem de forma correta, baseando-se na democracia e contra o poder arbitrário daqueles que se julgam acima da lei.

Por último, deputado: se és pessoa pública, saiba medir as palavras. Vossa criatura não está tratando com humanos ou desumanos. O senhor (ainda) é deputado.

Para a imprensa e como Virgolino nos vê

Para a imprensa, do deputado Virgolino, como ele nos respeita. Eis o áudio e transcrição do nobre parlamentar: “Se eu tivesse medo de impressa, meu amigo, eu não tinha sido delegado nem deputado não. Eu to me “cagando” de medo do que vão dizer de mim ou que vão criar”. Ah: ainda fala que a imprensa “come toquim”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eliabe Castor
PB Agora

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