Por Wellington Farias

Decisão do TCE-PB sobre contas de Ricardo Coutinho não convence

Essa decisão unânime do Tribunal de Contas do Estado, de sugerir a desaprovação de uma das contas de Ricardo Coutinho, é merecedora de muita desconfiança.

Vamos combinar: em toda a história do Tribunal de Contas da Paraíba, apenas uma vez (duas, talvez), a “corte de contas” atreveu-se a sugerir à Assembleia Legislativa, a desaprovação de contas de uma gestão de governo.

Em tempo: sugerir, sim, porque como órgão auxiliar da Assembleia Legislativa o TCE-PB não tem competência nenhuma para aprovar ou reprovar prestação de contas de ninguém. Este é papel exclusivo do Poder Legislativo.

O que leva a desconfiança sobre a atitude da “corte” é o fato histórico, conhecido por toda a Paraíba, de o TCE rugir como um leão para prefeitos e vereadores de cidades pequeninas, mas miar como um bichano desnutrido para governadores e ex-governadores de Estado.

Se tem dúvida quanto a isso, então faça um levantamento sobre as “desaprovações” das prestações de contas do Governo do Estado, das duas maiores prefeituras paraibanas – João Pessoa e Campina Grande – e a apreciação das contas das prefeituras menores.

Verá, sem dúvida, que “desaprovar” contas de “prefeiturinhas” é rotina, acontece todo dia, mas são raríssimos os casos inerentes às duas maiores prefeituras e, sobretudo, ao Governo do Estado.

É possível, sim, que o TCE tenha sugerido a reprovação da prestação de contas de alguma gestão estadual. Mas, eu garanto, que não passará de duas. Se é que há dois casos.

Honestidade
Estranho que, para o TCE da Paraíba, em toda a história da “corte” o único governador que prevaricou no uso da grana pública foi Ricardo Coutinho, e talvez algum outro.

O resto é tudo honestíssimo, “cidadãos de bem”, como está tão em moda no Brasil de hoje.

Sinceramente, me engana que eu “goxto”…

Por Wellington Farias