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OPINIÃO: Conjuntura das eleições deste ano faz com que partidos não tenham peito de obrigar filiados a seguirem suas decisões

Com a conjuntura única das eleições neste ano, envolvendo mudança da legislação eleitoral, viradas de mesa em direções partidárias e políticos mudando de legendas por qual fizeram parte historicamente em busca de um melhor posicionamento para o pleito deste ano, vai se desenhando um cenário, de certa forma, inédito e bizarro.

O de políticos independentes dentro de legendas que têm pré-candidato a governador, senador e que já fecharam alianças na chapa majoritária e proporcional. A impressão que dá é a de que legendas históricas como MDB e de grande força atualmente, como o PSB, não têm peito para obrigar seus filiados a seguirem as suas decisões.

Vejamos o caso do PSB, por exemplo, que tem a maior bancada na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB): Júnior Araújo e Ricardo Barbosa, por exemplo, vão votar em Efraim Filho (União Brasil) para o Senado, mesmo ele estando na chapa de Pedro Cunha Lima (PSDB), pré-candidato a governador em oposição à João. E não dão sinais de que irão mudar o apoio assim que o PSB definir o seu senador.

O Republicanos, que já segue uma linha mais independente declaradamente, o mesmo: oficialmente, o apoio é para o PSB de João Azevêdo, mas nomes como Adriano Galdino, presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), e o próprio presidente da legenda no estado, Hugo Motta, também vão de Efraim e não querem nem ouvir falar de quem vai ser o candidato ao Senado de João (se não for, é claro, um nome do Republicanos).

O mesmo acontece com a oposição. Pedro Cunha Lima, por exemplo, não consegue fazer com que seus aliados históricos Ruy Carneiro e Romero Rodrigues, hoje no PSC, votem em Efraim. Eles vão de Bruno Roberto, pré-candidato ao Senado do PL, partido de Jair Bolsonaro.

Já pelo lado do MDB, que tem o senador Veneziano Vital do Rêgo como pré-candidato a governador e tem como principal aliado o PT da Paraíba, capitaneado pelo pré-candidato a senador Ricardo Coutinho, Anderson Monteiro e Coronel Sobreira não votam no ex-governador nem a pau. No PT, o mesmo: lideranças históricas como Frei Anastácio também não vão de Veneziano e, sim, de João.

Uma verdadeira salada mista. Mas será que esse tempero novo vai dar um caldo grosso e consistente? Saberemos em breve.

 

Feliphe Rojas
PB Agora

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