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Opinião: Cícero e João afinados contra covid no barco da vida

Foto: Secom-PB
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A história humana é o conjunto de teias que se entrelaçam, colocando todos os seres humanos em uma mesma nau. A tal embarcação atende pelo nome de Terra que, similar aos navios piratas dos filmes hollywoodianos, ou os que realmente existiram, pode ser encontrado de tudo em seu interior, inclusive um objeto “recente” que flutua em névoa espessa que o torna invisível. Trata-se do novo coronavírus.

Um vírus letal e microscópico que vem ceifando a vida de muitos por todo o globo. Monstro que consegue colocar Caronte, o barqueiro de Hades, que carrega as almas dos recém-mortos de um lado para o outro em um rio mítico; na condição de refém apavorado.

E nesse cenário caótico, vem partindo do poder público, e aqui me atenho às pessoas do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP) e do governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), importante reação. Em ato sensível e humano, os gestores e suas respectivas equipes estão tomando medidas importantes para barrar o avanço da Covid-19 na Capital e noutros municípios paraibanos.

Eles sabem que, nada sendo feito, o barco da vida começará fazer mais água e afundar de forma efetiva no mar turvo da pandemia. Dito isso, os agentes públicos foram assertivos em relação às medidas restritivas impostas à população, cuja maioria ainda não entendeu, ou parece não querer entender, que o coronavírus mata, extingue a vida humana e acaba com sonhos não realizados.

Dor, pranto, desespero, enfermarias e UTIs lotadas. Profissionais de saúde extenuados física e psicologicamente. Sepultamentos coletivos e rápidos. Não, não se pode abrir o caixão e dar o último adeus ao ente querido. Deve-se manter distância para resguardar a vida dos que choram.

É essa a verdade absoluta. A Covid-19 mata, e suas variantes, ainda mais contagiosas, vêm se espalhando nas festinhas “inocentes” realizadas em condomínios de luxo, no churrasquinho após um dia de trabalho e nas baladas clandestinas.

Praias lotadas, desfile na calçada da orla, aglomeração em barzinhos, seja na praia ou nas comunidades carentes. Parece que nada mudou e está tudo azul, mas não está. As normas sanitárias ou protocolos desenvolvidos por cientistas e profissionais em saúde não estão sendo cumpridos.

Resultado? Mais mortes, sem aquele mito que apenas pessoas idosas morrem. Jovens, adultos e até crianças estão falecendo. E ainda há problemas na vacinação. O governo federal vem pecando, e muito, em toda a logística na entrega dos kits salvadores e seus insumos, sem falar dos “fura-filas”, pessoas desumanas e sem um grama de ética.

Daí, pontuo de forma positiva as ações implementadas por Cícero e Azevêdo. Praia fechada, toque de recolher – pois estamos travando uma verdadeira guerra – contra um inimigo astuto. Nada de festinhas, beijinhos e abraços. Não estamos vivenciando letra e melodia de uma bela canção.

A hora é de seriedade. Agora, fico a me perguntar: qual o motivo de não usar máscara, lavar as mãos, manter um distanciamento social seguro, dentre outras ações simples que podem salvar a minha e a sua vida?

É necessário pensar de forma correta, a fim dessa “coisa” ser vencida e a vida seguir o curso normal da história na grande nau chamada Terra.

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