O impasse foi formado. Efetivamente há uma quebra de unidade nas hostes do PSB. Uma formação foi dissolvida, afetando a ordem unida do grupo, não estando em compasso soldados e generais da sigla. E nesse cenário belicoso, teorias da conspiração são postas à opinião pública a cada minuto, cuja explicação para um sem fim de possibilidades está no terreno pantanoso e volátil que se encontra os socialistas paraibanos.

E nessa miscelânea, ou, se preferir, conjunto de ideias antagônicas que beiram o caos, uma figura ilustre observa o desdobramento diário das falas e posturas que cada ator desse folhetim ocupa. Estou a falar do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), que certamente anda a acender velas para “Deus e o diabo na Terra do Sol” e, assim, tentar ser beneficiado caso o PSB se despedace em cacos mil.

E Cartaxo tem razão, pois em suas “terras” não há uma plantação fértil ao ponto de “fazer” seu sucessor. As sementes plantadas por ele não germinaram, estando o Verde na posição de ser infértil politicamente falando. Em sua mente, nas suas esperanças, o rompimento acentuado entre o ex-governador Ricardo Coutinho e seu sucessor, João Azevêdo, daria fôlego para seu projeto de redenção.

No entanto há um óbice que separa Cartaxo da sua “assunção” e glória para o mais completo ostracismo. Sim, existe o estorvo, estando o embaraço na residência do Partido dos Trabalhadores. Isso mesmo: o PT. Motivo? Todos sabem que o PSB e o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva andam de mãos dadas com os socialistas. Coutinho e Azevêdo têm livre trânsito na sigla da estrela vermelha.

E mais: já existem acenos de alguns integrantes do PSB migrarem para o PT, o que colocará Luciano Cartaxo exatamente onde está: na eminência de adentrar no limbo do esquecimento. E aqui vai uma observação: o atual prefeito abandonou o Partido dos Trabalhadores após décadas de militância, justamente quando o barco petista começou a adernar após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a prisão de Lula.

Em bom português, os petistas ainda não perdoaram Luciano Cartaxo, se é que essa possibilidade pode existir, daí o ainda prefeito de João Pessoa continuar exatamente no mesmo local. Uma ilha distante e inóspita que ele mesmo construiu no meio do Atlântico. E não se pode “navegar” em um oceano a braçadas. Ou se tem um bom veleiro, ou nada tem.

 

Eliabe Castor
PB Agora

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