(foto: Mauro Pimentel/AFP)

Bolsonaro sempre se apresentou como uma proposta verdadeiramente perigosa e ameaçadora à jovem democracia brasileira. Um grosso, truculento; daqueles que lembram os patéticos arroubos de ignorância do general Newton Cruz No trato com os contrários.

Desde sempre o capitão Messias só falava em que se devia matar uns 30 mil esquerdista, como afirmou em rede nacional de tv; que se um dia fosse presidente fecharia o Congresso Nacional, onde passou quase 30 anos e deixou uma vergonhosa produção: um zero à esquerda. Ostentou bandeiras muito semelhantes à do nazismo e, convenhamos, o seu governo tem traços que lembram mesmo o regime de Adolf Hitler.

Sejamos francos: quando o tal Alvim, ex-secretário de Cultura, deu aquela declaração contrl C contr V, de Joseph Goebbels – a cabeça pensante da publicidade nazista – apenas tentou demonstrar para o seu amado chefe o quanto havia entendido o espirito que move o atual governo; só expôs a ideologia da era Bolsonaro no poder, no aparente intuito de agradar ao superior, e de demonstrar o quanto estava ideologicamente afinado com o mandatário de plantão.

Alvim caiu, é fato. Mas caiu pela pressão devastadora sobre um governo cuja imagem já está pra lá de desgastada e a popularidade despenca a cada dia.

Foi pressão de todos os lados, desde a comunidade judaica – e aí inclui grandes fortunas, mega empresários e importantes aliados financiadoreande campanha – até o cidadão comum esclarecido sobre o tereis que foi o nazismo Paraná humanidade.

Mas, alguém duvida de que aquilo que Alvim disse soou como música aos ouvidos de Bolsonaro? Claro que não!

E, atentem: No dia anterior, em vídeo gravado e distribuído na internet, Bolsonaro havia rasgado elogios a Alvim e à sua política para a cultura brasileira. Significa, portanto, que o projeto nazista de Alvim era tudo o que ele queria para o Brasil.

Imprensa
É evidente que um homem e um governo com este perfil não teriam outra relação com a imprensa, a não ser a de hostilidade.

Às vezes, a hostilidade chega a ser cavalar, totalmente fora dos padrões mínimos de civilidade.

Reação
A imprensa tem que ser brava e reagir, como fez historicamente, mesmo tendo em alguns casos ajudado a consolidar alguns golpes de estado no Brasil.

Se amolecer há o risco de o estilo Bolsonaro de lidar com a imprensa contagiar outros setores importantes da sociedade, o que seria um Deus-nos-acuda.

Wellington Farias
PB Agora

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