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“Opinião: após “incêndio” em Campina Grande, lideranças políticas paraibanas criticam Veneziano. “Barganha pura!

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A semana promete ser bem acalorada em terras paraibanas. E digo isso pelo erro tático do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) no episódio que envolveu sua esposa, Ana Cláudia Vital, que hoje está à frente da secretaria de Desenvolvimento e da Articulação Municipal do Estado.

Falo do comportamento da secretária em um evento ocorrido na sexta-feira (8), em Campina Grande. Nele, o governador João Azevêdo (Cidadania) informava um pacote de obras para a cidade e região inserida no Compartimento da Borborema.

Sentindo-se desprestigiada por não ser convidada para a mesa, a esposa de Veneziano Vital saiu do recinto, dando margem a especulações de um possível rompimento político envolvendo o senador emedebista e o governador.

Importante lembrar que o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, que também é de Campina Grande e estava no evento, não foi para a mesa, e não se sentiu magoado. Permaneceu nas cadeiras, como outras autoridades.

A reação das lideranças

Diversas lideranças políticas têm a visão que o parlamentar emedebista tenta barganhar a vaga da vice-governadoria na chapa a ser encabeçada por João Azevêdo nas eleições de 2022.

Em contato com a coluna, o deputado estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Tião Gomes (Avante), lembrou que já alertava em julho do corrente ano as movimentações de Veneziano para emplacar o nome de Ana Cláudia na chapa majoritária de Azevêdo.

“Toda essa encenação com relação ao senador tem o único objetivo: a família, a esposa e o futuro político dele em 2026. Veneziano está jogando dentro de um parâmetro onde já visualiza uma eleição daqui a cinco anos. É uma barganha pura de quem não tem grupo”, acusou o parlamentar.

Os Paulino em defesa da união

O deputado estadual Raniery Paulino (MDB), e seu pai, o ex-governador Roberto Paulino, emedebista histórico, buscam evitar o racha dentro da sigla e um possível afastamento envolvendo Veneziano e João Azevêdo.

Habilidosos na “Arte da Guerra”, entendem os emedebistas que uma fissura na agremiação e no bloco de sustentação do chefe do Executivo paraibano só contemplará a oposição.

Raimundo Lira, Vitor Hugo e Romero Rodrigues

O ex-senador Raimundo Lira, filiado ao PSD, mesmo partido do ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, em entrevista ao colega e amigo Heron Cid, observou ser salutar uma união envolvendo João Azevêdo e o ex-gestor campinense.

“Romero é um cara que sempre foi moderado. O governador também. Então ele hoje é uma pessoa que está fazendo um governo independente do qual ele foi eleito e tem um comportamento moderado. Então eu acho que isso é possível”, disse sobre a possibilidade de uma aliança entre João e Romero.

Já o prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo (DEM), se manifestou sobre o episódio de Campina Grande. De maneira indireta, o gestor declarou à imprensa que o atual governo vem realizando uma gestão sólida e eficaz em benefício da Paraíba, deixando sua crítica quase explícita a Veneziano. “Não precisamos de negociadores no governo e sim de gestores”, argumentou.

Veneziano e seu erro tático

Veneziano Vital do Rêgo, que é vice-presidente do Senado, cometeu um erro tático. E na política, equívocos podem custar caro. Foi o senador para o município de Imperatriz, no Estado do Maranhão, cumprir agenda formal.

O parlamentar paraibano foi participar da inauguração do Hospital do Amor, a convite do também senador Weverton Rocha (PDT-MA). Após a solenidade, participou da festa de aniversário do seu colega de Senado.

O problema é que Veneziano recebeu convite de João Azevêdo para participar do evento em Campina Grande, que também está inserido no calendário alusivo ao aniversário de 157 anos da Rainha da Borborema. Em resumo, trocou a Paraíba pelo Maranhão.

Aí complica, Vené!

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