Por Wellington Farias

O governador João Azevêdo (Cidadania) e o prefeito de João Pessoa (Progressistas), Cícero Lucena, andam numa sintonia “que dá gosto”, como dizemos lá pras bandas do brejo. Tomé e Bebé, justos feito beiço de bode.

A sintonia entre João e Cícero é o que há de mais recomendável para uma relação institucional. É com este grau de civilidade que deve se pautar a relação entre um governador de Estado e um prefeito, especialmente prefeito da Capital do Estado. Ninguém perde quando a picuinha política sai da pauta o assunto é governar. Pelo contrário, todos ganham. O bem comum fica acima de interesses individuais, partidários etc.

Compromissos?

Mas num estado como a Paraíba, em que a política partidária está sempre no cardápio, mal se termina uma eleição e a discussão já embarca em outra.

O que mais se questiona a essa altura sobre as eleições de 2022 é: esta sintonia fina entre o governador João Azevêdo e o prefeito Cícero Lucena se sustentará até o próximo pleito?

Pode ser que sim, pode ser que não. Muita água vai rolar sob esta imensa ponte.

Cícero apoiar a candidatura de João Azevêdo à reeleição seria natural. Como também seria natural não apoiar. Até porque, pelo menos em tese, a sintonia institucional entre ambos necessariamente não denota compromissos políticos eleitorais para o futuro.

A menos que, entre si, haja um acordo tácito entre eles de manterem a sintonia administrativa também no campo político visando o pleito de 2022. Aí e outra história, e só eles podem responder.

Mas, vamos combinar: Cícero Lucena selaria um acordo político prévio com João Azevêdo sem a chancela do deputado Aguinaldo Ribeiro e a senadora Daniella Ribeiro, donos do Progressistas? Ainda mais tendo sido eles quem acolheu Cícero no seu retorno do exílio político voluntário, oferecendo-lhe legenda e mais prestígio do que ele já tinha, para concorrer à Prefeitura de João Pessoa.

E Campina?

Se porventura há um acordo político prévio entre João e Cícero, é sinal de que pode haver confusão (ou traição) lá na frente. Porque os Ribeiros não sinalizam com muita simpatia apoiar a reeleição do governador da Paraíba.

Se eles estão se valorizando, barganhando, aí é outra história. Mas se a cúpula do Progressistas resolver apoiar um projeto de governo com origem no seu principal reduto eleitoral, Campina Grande, Cícero os abandonará ou seguirá a orientação partidária?

É isto que vamos ver…

Será?!

Será que João e Cícero selaram entre eles um acordo político para as eleições de 2022?

Se há qualquer coisa neste sentido “é aí onde a porca torce o rabo”, como diria a minha avô materna, Mamãe Mocinha.

Primeiro porque Cícero pertence a um partido.

Com o ministro

Durante reunião com a bancada feminina no Senado, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, saudou a senadora Nilda Gondim (MDB), em nome das demais participantes.

O ministro registrou que a sua mãe e a senadora Nilda foram contemporâneas de turma nos tempos de colégio.

Na reunião, as parlamentares lamentaram o atraso da vacinação contra a Covid-19 no Brasil e pediram mais agilidade na aquisição de medicamentos e do chamado “kit-intubação”, que faltam em muitos hospitais para pacientes em estado grave.

O ministro destacou a importância do diálogo entre Executivo e Legislativo, bem como da integração entre os diversos setores da sociedade, os diferentes níveis de governo e entes da Federação para combater a pandemia.

Nilda Gondim ressaltou que o país vive uma situação caótica com tantas mortes. Para ela, além de buscar ações urgentes visando acelerar a vacinação e a aquisição dos insumos que faltam nos hospitais, é preciso adotar medidas preventivas e planejamento de médio e longo prazos a fim de evitar que situação tão dramática se repita.

 

Por Wellington Farias