Por Eliabe Castor

A Paraíba sempre se destacou na história da política brasileira. Desde os tempos do Brasil colônia ela assumiu um ponto importante no cenário contestador para o benefício geral do povo brasileiro. Mas não há espaço para comentários neste artigo a respeito de tal assunto. Seria preciso grande estudo acadêmico, e até mesmo um livro – que já existem alguns – sobre a importância do “Sublime Torrão” na confecção do que hoje o país é.

Dito isso, falo do cenário político atual, cujas agremiações partidárias de esquerda, ramificadas na terra natal de Ariano Suassuna e outros grandes nomes da intelectualidade brasileira, firmaram um pacto pela criação da “Unidade Democrática pela Paraíba”. Trata-se, nada mais, que um enlace das siglas esquerdistas que declararam “guerra”, de forma ampla, ao governo do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

A frente é composta pelos seguintes partidos: PT, PSB, PV, PSOL, PCdoB e UP que, coligados, dando exemplo ao país, formataram uma unidade em esforço comum, retirando suas diferenças político-partidárias para um bem comum, qual seja; retirar Bolsonaro e seu discurso de extrema-direita do poder em benefício do Brasil.

E nesse espaço democrático foi formulado um manifesto intitulado “Unidade Democrática pela Paraíba”. Nele, é possível observar desde críticas ao Governo Federal em relação ao enfrentamento à pandemia causada pelo novo coronavírus, passando por políticas públicas voltadas a questões de preconceitos nas mais diversas formas, até segurança alimentar para os mais humildes, moradias para os que vivem na pobreza, até melhorias, em todos os aspectos, para a vida da sociedade paraibana.

Interessante ver nessa formulação, adversários políticos buscarem, em canto uníssono, soluções para vencer o inimigo em comum. Bolsonaro e sua legião de apoiadores.

As eleições de 2022 na Paraíba

Sobre as eleições de 2022 na Paraíba, o grupo prefere manter-se, em dias atuais, com pensamentos independentes, embora não descarte uma aproximação que ponha um candidato ao governo do Estado. Contudo, essa questão não é prioridade em dias atuais, como bem disse o presidente do PT da Paraíba, Jackson Macêdo, ao PB Agora.

O mesmo pensamento tem o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB). Sua atenção principal é retirar do Palácio do Planalto Bolsonaro. Questões políticas sobre os rumos da Paraíba merecem ser discutidas, mas a posteriori. A movimentação, hoje, gira no entorno do inquilino do Palácio do Planalto.

E nesse embate hercúleo que está por vir, penso, eu, que apenas a esquerda não derrubará Bolsonaro, pois o mesmo tem um eleitorado fiel, até fanático, que é muito, muito forte, além da própria máquina pública em suas mãos.

Vale pensar que partidos de centro-esquerda, centro-direita e da própria direita são indispensáveis em tal cruzada, caso os insatisfeitos com o governo do “mito” desejem uma vitória, que não será fácil no pleito de 2022. Em tempo, não se vence uma guerra com um número escasso de aliados e seus exércitos. E a história conta muito bem tal fato.

 

Eliabe Castor
PB Agora

Por Eliabe Castor

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