Não tem mais jeito: a casa caiu!

Pode não ter caído a casa toda, por completo. Mas, pelo menos a metade já desmoronou; ficou em ruínas. A tempestade continua e, a essa altura, o que se pergunta é se a outra banda da casa se sustentará.

Por casa, entenda-se aqui como sendo o Projeto Girassol, forjado nas hostes do PSB paraibano e capitaneado pelo ex-governador Ricardo Vieira Coutinho, um dos melhores gestores da Paraíba, e hoje um homem procurado pela Justiça e passível de prisão.

Juízo Final

Sobretudo depois da sétima etapa da Operação Calvário, denominada de Juízo Final, que saiu prendendo as figuras mais relevantes do projeto, ficou bastante claro que o tal Projeto Girassol dividia-se em duas partes bem distintas:
De um lado, um projeto de gestão, muitíssimo bem sucedido, com resultados jamais vistos na Paraíba e que colocou o Estado na vanguarda do Nordeste e até referência para o Brasil. Do outro, um projeto de poder, supostamente imaginado como a única forma de possibilitar o de gestão, mas mantido às custas de um propinoduto que sugava o erário. Esta, pelo menos, é a única dedução que nos é permitido ter diante da farta documentação disponível nos arquivos da investigação comandada pelo Gaeco da Paraíba.

Segue o Trabalho

A banda da casa que se sustenta, ou ainda se sustenta, é a continuação do Projeto Girassol inerente à gestão, que vem sendo tocado pelo governador João Azevêdo, sucessor do seu padrinho político, Ricardo Coutinho. O preocupante a essa altura do campeonato é que a podridão do lado do projeto que desmoronou mantenha infiltrações corrosivas no lado que ainda está de pé. É bom lembrar que, menos de 24 horas depois da devastadora Operação Juízo Final, o secretário institucional de Estado, Edvaldo Rosas, trazido para o primeiro escalão do Governo para um cargo extremamente estratégico e importante, foi exonerado sumariamente.

Lembremos que Rosas, que fora homem da mais absoluta confiança de Ricardo Coutinho, e se deixou seduzir pelos afagos de João Azevêdo, era tido e havido como pivô do rompimento de João com Ricardo.

Eis que, no dia da Operação Juízo Final no organograma da suposta Orcrim que mantinha o Projeto Girassol de Poder, aparecia exatamente o tal Edvaldo Rosas como figura de destaque responsável por missões importantes na citada organização.

Farinha do…

Também é bom observar que, embora politicamente rompidos – há muito pouco tempo – João Azevedo e Ricardo Coutinho são remanescentes de uma mesma origem, ou seja: do mesmo projeto. Portanto, se por um lado, João Azevedo representa a banda sadia que sobrevive à tempestade (o projeto de gestão), é também resultado do projeto de poder…

Insônia

Nos meios políticos e nas conversas de interlocutores que ligam para este colunista, dar-se conta de que é prudente ao governador João Azevêdo fazer uma ressonância magnética com contraste no seu governo, para detectar possíveis corpos estranhos, quem sabe, malignos…

A propósito, é sabido que pelo menos um secretário e um ex-secretário faz dias que não dormem…

 

Wellington Farias

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