Com o avanço da tecnologia, hoje temos todo o tipo de informação na palma da mão. Através de dispositivos móveis e computadores, acessamos notícias, redes sociais, endereços e muito mais, de qualquer lugar. Temos acesso a qualquer informação que desejarmos com apenas alguns cliques. Segundo o We Are Social e o Hootsuite, já existem mais de 4 bilhões de pessoas utilizando a Internet. Parece muito fácil e prático, certo? Mais ou menos. Como tudo que evolui muito rapidamente, a tecnologia ainda não consegue impedir alguns problemas causados por essa disseminação de informações. Um deles é o problema das notícias falsas, mais conhecidas como “fake news”. Em entrevista a imprensa a jornalista Silvana Torquato, explica que muitos dos conteúdos falsos são escritos por robôs.

Quando pensamos em fake news, normalmente relacionamos com algo parecido com boatos ou fofocas. Mas não é bem assim. As fake news são um conteúdo deliberadamente falso, que se passa por uma notícia verdadeira e é distribuído em rede social com o intuito de gerar benefício, seja ele econômico, político ou social para algum grupo – desde pessoas envolvidas em grupos políticos até grupos de cibercriminosos.

Para Silvana Torquato, muitos dos conteúdos falsos são escritos por robôs. “Mais da metade do tráfego da internet, segundo a Universidade de Oxford, é feito por bots, programas que simulam ações humanas repetidas vezes e de maneira padrão. São capazes de fazer um tema se transformar em tendência, atacar uma figura pública, espalhar um boato e, inclusive, ser importante arma política”, disse Silvana ao destacar que muitas das notícias falsas visam atrair a opinião pública sobre um determinado tema.

“As notícias falsas são escritas e publicadas com a intenção de enganar, a fim de obter ganhos financeiros ou político. O conteúdo intencionalmente enganoso e falso emprega manchetes atraentes ou inteiramente fabricadas para aumentar o número de leitores, compartilhamento e taxas de clique na Internet. E é preciso lembrar que a mentira política não é algo novo para a sociedade. A novidade é que essas notícias falsas se espalham em uma proporção bem maior com as redes sociais e aplicativos de mensagem. É preciso se munir de muito conhecimento e plataformas adequadas para identificar as possíveis notícias falsas”, comentou.

 

 

Redação

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