Por pbagora.com.br

O senador Efraim Morais (DEM) tenta dar a volta por cima em uma nova fase de inferno astral. Um dos poucos políticos paraibanos a ganhar destaque no Congresso Nacional nos últimos anos, Efraim foi sempre um alvo preferencial da grande mídia.

Diante dos escândalos que o Senado Federal tem mergulhado nesses meses da gestão Sarney III, Efraim vem sendo mirado sem dó pelos grandes grupos midiáticos, principalmente porque passaram a fazer uma vinculação muito próxima dele, como ex-primeiro-secretário, com as estripulias de ex-diretores da Casa, como Agaciel Maia e Luiz Fernando Zogbhi.

Pessoalmente, e ele deixou isso muito claro em seu discurso-desabafo no plenário do Senado, Efraim Morais acha que há muito de preconceito na postura dos jornalistas dos grandes veículos em relação a seu mandato e suas funções de destaque na Mesa, numa carreira de mandatos em várias esferas do Legislativo, em 27 anos de vida pública.

A não ser por suspeitas com base em informações pinçadas em investigações de toda ordem ou episódios de caráter quase de ficção, como a de um lobista que teria sido flagrado com uma chave de seu gabinete, o senador natural do Vale do Sabugi desafia a qualquer medalhão do jornalismo provar um só envolvimento de sua parte em qualquer esquema de corrupção ou desvio de conduta.

Antipatias midiáticas à parte, o fato é que a produção parlamentar de Efraim Morais, se não chega a ter grandes rasgos de genialidade, não é de fazer vergonha. Bem pior foi o mandato pífio de José Maranhão (PMDB). Como também, não é o caso de responder a quase 100 processos na Justiça, como é o caso de Roberto Cavalcanti (PRB). Por diversos anos, inclusive, Efraim até tem sido listado entre os 100 parlamentares com maior influência no Congresso Nacional, pelo emblemático Diap e chegou a ter uma destacada atuação na CPI do Fim do Mundo.

Em função do crescente e justificado desgaste da classe política, seria muito mais cômodo e “recomendável” fazer coro com os que passam a espinafrar os que estão no olho do furacão. Mas também é preciso ter a decência de reconhecer méritos, quando eles existem. E, se é verdade que o olhar preconceituoso de grande parte da chamada grande imprensa só perscruta o que tem de negativo na atuação de Efraim Morais, melhor seria para o formador de opinião da terrinha  manter-se atento para fazer justiça, quando for o caso.

A história deixa lições. Também dinamitada pela grande imprensa, a imagem do ex-senador paraibano Humberto Lucena (PMDB) foi linchada na mídia nacional pela acusação de uso da gráfica do Senado Federal para a impressão de calendários de final do ano. Sabemos, hoje em dia, que com mensalões e estripolias de alta gravidade protagonizadas por ilustres lideranças políticas de todos os naipes e partidos, nos últimos anos, o erro de Humberto parece peripécia infantil e foi maximizado além da conta a ponto de justificar a cassação de seu mandato.

O mesmo sistema de trucidamento de políticos paraibanos, com suas lentes de aumento do preconceito, pode estar em andamento, levando a imagem de Efraim Morais para a lama. Ele não é nenhum santo, mas como o processo em questão não é de canonização, nos limites humanos da justiça é preciso distinguir entre os que são homens públicos passíveis de falhas ou simplesmente bandidos travestidos de mandatos populares.

Reação em cadeia

Não são apenas as catetorias da Polícia Civil que acompanham com especial interesse as negociações do Governo Maranhão III com os delegados.

Os policiais militares também estão de olho no tratamento salarial a ser dado pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social a eles.

É que, tradicionalmente, existe uma similaridade, uma isonomia informal, na concessão dos beneficios a civis e militares, até porque ambos os setores exercem importante atuação  na segurança pública do Estado.

Vergonha

Aliás, é incrível como os aguerridos representantes da categoria dos delegados mudaram de tom com o Governo Maranhão III. Nos dias finais do mandato do ex-governador Cássio Cunha Lima, por decisões de cunho visivelmente político e com seu sotaque gaúcho, terminaram por prejudicar a categoria, ao não aceitar propostas vantajosas, apresentadas pelo próprio Cássio, em duas reuniões seguidas.

Agora, Maranhão não dá a liberdade sequer de ouvi-los e, depois de 70 dias de prazo pedido, até se dá ao luxo de adiar reunião para simples apresentação de uma contraproposta.

Um linguista                   

No ano 2005, em uma de suas viagens à Europa para divulgar as potencialidades turísticas do Conde e do Litoral Sul, o prefeito Aluísio Régis deu uma esticada de Lisboa até a Suécia, por um dia.

Sem as facilidades de comunicação de idioma em Portugal, Régis decidiu fazer uso de suas limitadas aptidões de língua estrangeira.

Ao chegar a um restaurante, tentou travar um “diálogo” com o garçon:

– Monsieur habla português?

Perplexo, o garçon limitou-se a acenar negativamente com a cabeça. Com visível decepção, o prefeito do Conde encerrou o papo pan-linguístico:

– Tenquiu!!!

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