Por pbagora.com.br

Não deu certo – como já aguardávamos – o esperado encontro entre os supostos familiares de Roberta Miranda (na foto ao lado) que ainda residem em João Pessoa e a cantora e compositora famosa, previsto para acontecer nesta sexta-feira passada, à tarde ou à noite.

Não tem mais conversa

Por duas oportunidades, os presumíveis parentes não conseguiram falar com ela, pessoalmente. A primeira vez foi no hall de entrada do Ambassador Flat, hotel localizado na praia do Cabo Branco, onde ela ficou hospedada, junto com os músicos de sua banda e demais integrantes da equipe de produtores.

No início deu tudo certo

Até que ela aceitou inicialmente conversar com Sheila Batista, representante mais jovem da família de humildes trabalhadores, que mora numa casinha que fica no bairro de Monsenhor Magno (ou Mussumagro), na periferia da zona sul da cidade.

Conselheira impediu diálogo

Mas, uma assessora – de forma ríspida – mudou repentinamente o rumo da conversa, cortando qualquer tipo de entendimento que por ventura pudesse estar surgindo entre a cantora e seus pretensos parentes paraibanos.

Supostos “irmãos” no hotel

Seu José Batista (funcionário braçal da Cagepa) e a irmã dele, Dona Maria da Penha, estavam aguardando o desfecho dessa tentativa de diálogo pacientemente sentados nas cadeiras existentes ao lado do barzinho da piscina do hotel.

Nascimento é misterioso

Ambos se dizem irmãos consangüíneos de Roberta (que teria nascido em 28 de setembro de 1956 na Maternidade Cândida Vargas, com o nome de Maria das Graças Batista, depois modificado em São Paulo pelos pais adotivos, para Maria Albuquerque Miranda).

Sem nenhum barraco

A segunda frustração ocorreu no palco montado pela prefeitura municipal de João Pessoa para o show de abertura da Festa das Neves, na noite do mesmo dia (sexta-feira passada, 30 de julho). Sheila – desta vez sozinha – tentou novamente, sem conseguir, ter acesso à Roberta Miranda. Nenhuma assessora da cantora, pelo menos, quis falar com ela e nem os seguranças permitiram seu acesso aos camarins do espetáculo.

“Familiares” tentarão de novo

Na manhã seguinte, Roberta embarcou novamente para a capital Paulista, mais uma vez sem dar atenção aos seus supostos irmãos que residem em João Pessoa. Para Getúlio Batista – que me contou esta história – resta esperar surgir outra oportunidade para mais uma tentativa de encontro familiar.

E a vida continua…

Enquanto isso, ele continua trabalhando todos os dias e noites na loja de conveniências do posto de gasolina Auto Global, localizado na entrada principal do conjunto José Américo.

A mensagem da artista

Roberta segue sua carreira de sucesso, com este entendimento: “Agradeço ao meu fã clube Tinha Que Acontecer-PB, ao Luciano e a todos os fãs de João Pessoa que se empenharam para a realização deste show, amanhã em minha querida cidade natal”.

Biografia no site oficial

Outras informações sobre a história de vida que ela admite ser a verdadeira, podem ser conferidas no site oficial dela, no seguinte endereço eletrônico: http://www.robertamiranda.com.br.

A versão é esta:

– Sou de João Pessoa, na Paraíba. Meus pais tinham três filhos homens e queriam uma menina. Depois de 17 anos eu nasci, Maria Miranda.

– Quando completei oito anos, a família veio tentar a sorte em São Paulo. Meus irmãos se tornaram professores. Eu, tendo concluído o curso colegial, pegava o violão e matava as aulas do cursinho. Queria ser cantora. Apanhei.

– Fui quase interna, pois eles sonhavam que a única filha fosse professora. Naquele tempo, violão, música e vida noturna não eram o ideal de uma família como a nossa, que migrou para a cidade mais rica do país. Acontece que eu tinha um sonho e uma determinação.

– Eu queria ser artista, compositora, cantora. Para isso, trabalhei arduamente por quatorze anos em bares e casas noturnas e me tornei Roberta Miranda.

A opinião dos fãs

Recebi do internauta Anderson Cavalcante da Costa (e-mail: [email protected]) a seguinte mensagem, a qual reproduzo abaixo, na íntegra:

– Prezado jornalista,

– Os vínculos de parentescos de Roberta Miranda com qualquer paraibano foram desfeitos no momento da adoção, assim preceitua o art. 41 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o qual deve ser respeitado, sob pena de prejudicar a prática da adoção nesse país.

– Assim vejamos:

– Art. 41. A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais.

– A verdadeira história de Roberta Miranda é que ela foi adotada, passando a ser filha, como outra(o) qualquer, dos seus novos pais.

– Apenas Roberta Miranda, só ela e mais ninguém tem o direito de conhecer sua origem biológica.

– Compreende-se o interesse de se aproximar da artista em comentário, mas é preciso respeitar a família que adotou Roberta Miranda, ou seja, a sua verdadeira família.

– Cordialmente me manifesto não em defesa da artista, mas do instituto da adoção. Anderson Cavalcante da Costa.

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