Presidente reuniu governantes beneficiados com obras do PAC 2.
Ele sinalizou que PAC será gerido a partir do ministério do Planejamento.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta segunda-feira (6) de um encontro no Palácio do Planalto com prefeitos e governadores contemplados com obras da segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Ele estimulou os governantes a trocarem a "choradeira" por "projetos" na hora de pedir dinheiro ao governo federal.

Para Lula, os prefeitos não devem perder tempo com "emendinhas parlamentares". "Não é choradeira que faz dinheiro. Projeto é condição básica para conseguir liberar recursos. O PAC 2 é um aperfeiçoamento do PAC 1, com muito mais dinheiro. Não percam tempo atrás de emendinha parlamentar e só venham a Brasília com projetos prontos", discursou Lula.

O presidente disse que o controle das obras do PAC deverá sair da Casa Civil da Presidência da República e transferido para o âmbito do Ministério do Planejamento, que, no governo Dilma, será ocupado por Miriam Belchior, atual secretária-executiva do programa.

"Essa moça que vai para o Planejamento e que, junto com ela, deve levar essas coisas do PAC, conhece como ninguém (o programa). Criem um departamento de projetos em cada prefeitura, porque é isso que vai fazer andar as coisas neste país", disse Lula.

 Dengue

Além de aconselhar os prefeitos e governadores a investir em projetos para captação de recursos federais, Lula fez um apelo para que os governantes de regiões expostas ao mosquito da dengue realizem um mutirão para evitar mortes durante o verão. "Junto com o verão vem a dengue e é importante que em cada estado, o governador reúna os prefeitos e organize um mutirão de limpeza", afirmou Lula.

O presidente citou estados que são considerados "áreas de risco", como Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima, Bahia, Pernambuco, Ceará, Sergipe, Piauí, Rio de Janeiro, Maranhão e regiões de São Paulo e Minas Gerais.

Para Lula, cada brasileiro deve ser um fiscal da limpeza das cidades para evitar a proliferação do mosquito da dengue: "Se eu mantenho a minha casa limpa e o vizinho não mantém a dele, eu também posso pegar dengue".

‘Agradeço a Deus pelo segundo mandato’

Em tom de despedida, como já virou costume em seus pronunciamentos recentes, Lula disse que “em político sem mandato nem vento bate nas costas”.

Por isso, segundo Lula, a reunião com os prefeitos era uma oportunidade para confraternizar com os governantes e comemorar as conquistas de oito anos do seu governo.

“Eu tinha que provar que era possível governar este país melhor do que ele já tinha sido governado. Deixo a Presidência da República com sensação de dever cumprido”, afirmou o presidente.

Para Lula, o segundo mandato “foi uma benção”: “Eu tinha medo do segundo mandato, mas o segundo mandato foi uma benção. Agradeço a Deus pelo segundo mandato.”

"Falando da presidente eleita Dilma Rousseff, Lula disse que ela será a segunda mulher, “depois da Princesa Isabel”, a assinar leis no Brasil.

 

 

G1

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