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‘Não dou bola’, diz Bolsonaro sobre Brasil estar atrás em vacinação da Covid-19

Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, assiste a cerimônia de apresentação de credenciais para vários novos diplomatas no Palácio do Planalto, em Brasília – 04/06/2019 (Adriano Machado/Reuters)
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O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (26) que não se sente pressionado pelo fato de outros países já terem começado a vacinar sua população contra a Covid-19. Ele disse que não dá “bola para isso”.

Bolsonaro deu a declaração ao ser questionado se o fato de outros países terem começado a imunizar suas populações poderia gerar uma pressão sobre o governo brasileiro.

Na América Latina, o México, o Chile e a Costa Rica iniciaram a vacinação contra a Covid-19 na quinta-feira (24). No mesmo dia, um carregamento de 300 mil vacinas Sputnik V, de produção russa, chegou à Argentina. O lote permitirá ao país iniciar em breve uma campanha de imunização.

“Ninguém me pressiona pra nada, eu não dou bola para isso. É razão, razoabilidade, é responsabilidade com o povo, você não pode aplicar qualquer coisa no povo”, afirmou o presidente.

Bolsonaro disse também que assinou uma medida provisória para comprar vacinas, mas que os imunizantes precisam de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem comprados.

O presidente falou ainda que os laboratórios fabricantes das vacinas não se responsabilizam por eventuais efeitos colaterais do produto.

“Em tudo que eu vi até agora, em vacina que poderão ser disponíveis, tem uma cláusula que diz o seguinte: eles não se responsabilizam por qualquer efeito colateral”, declarou o presidente.

As falas foram dadas na manhã deste sábado (26) durante um passeio que o presidente fez por Brasília. Bolsonaro não utilizou máscaras durante todo o trajeto. Ele cumprimentou pessoas e entrou em estabelecimentos.

O presidente começou o passeio no bairro Cruzeiro Velho. Ele foi em uma casa lotérica e depois a uma padaria, onde tomou café. Depois o presidente se dirigiu a um clube no Setor Militar Urbano. Na sequência o presidente foi a uma papelaria no Setor Gráfico de Brasília. De lá, seguiu para um local conhecido como “Rua das Motos”, no Sudoeste.

 

G1

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